Organização política e social do Brasil Colonial

Principais características da política e da sociedade brasileira no período colonial

Mem de Sá: governador-geral do Brasil, de 1558 a 1572
Mem de Sá: governador-geral do Brasil, de 1558 a 1572

 

A organização política e social do Brasil Colonial

 

 

Organização política

 

No Brasil Colonial, existiram dois sistemas de governo, criados e implantados por Portugal: sistema de capitanias hereditárias e sistema de governo geral.

 

O sistema de Capitanias Hereditárias era descentralizado e fracassou poucos anos após sua criação. Já o Governo-Geral, cuja principal característica era a centralização política nas mãos do governador-geral (representante da coroa portuguesa no Brasil), funcionou melhor, pois estava em sintonia com o regime absolutista existente em Portugal naquela época.

 

Organização social

 

No período colonial brasileiro, a sociedade se formou da miscigenação de três grupos étnicos: o indígena americano, o branco português e o negro africano. Logo, podemos afirmar que na formação sociocultural do Brasil houve predominância dos elementos estrangeiros sobre os nativos.

 

Nessa fase, os senhores de engenho eram a classe política, econômica e social dominante na sociedade. Faziam parte da aristocracia (classe social que possui o monopólio do poder) rural. Além de grande poder em seus engenhos, também exerciam poder na política das cidades.

 

Na base da sociedade, encontravam-se os escravos de origem africana. Os negros trabalhavam muito, eram tratados como mercadorias e sofriam castigos físicos constantes.

 

Vale acrescentar também que a sociedade colonial brasileira era patriarcal (regime que o chefe de família tem poder absoluto), escravista (predominância de mão de obra escrava) e estratificada (formada por camadas sociais distintas).


Imagem mostrando o trabalho escravo no Brasil Colonial

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os escravos estavam na base da sociedade colonial brasileira.

 

 

Artigo publicado em: 25/11/2019.
___________________________________

Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).