16 Questões sobre O Alienista de Machado de Assis

 

Questões de múltipla escolha sobre o conto "O Alienista", de Machado de Assis

 

- Assinale apenas uma alternativa por questão;

 

- O gabarito explicativo encontra-se no final da página.

 

 

1. Em "O Alienista", Simão Bacamarte decide dedicar-se ao estudo das doenças mentais e cria a Casa Verde. Considerando o desenvolvimento da narrativa, qual é uma das principais funções dessa instituição no conto?

A) Representar uma instituição de caridade destinada exclusivamente ao atendimento das pessoas pobres de Itaguaí.

B) Demonstrar que Bacamarte pretendia abandonar a medicina para dedicar-se à administração política da cidade.

C) Servir como espaço de experimentação das teorias de Bacamarte e permitir a Machado de Assis questionar os limites entre razão, loucura e poder.

D) Funcionar como uma prisão criada pela Câmara para afastar da cidade todos os adversários políticos das autoridades locais.

E) Mostrar que os habitantes de Itaguaí aceitavam sem qualquer resistência todas as decisões tomadas pelos médicos.




2. Por que Simão Bacamarte escolhe Dona Evarista para ser sua esposa?

A) Porque considera principalmente características físicas e biológicas que, segundo seus critérios científicos, seriam adequadas para gerar filhos saudáveis.

B) Porque se apaixona por ela imediatamente e abandona seus critérios racionais para realizar um casamento exclusivamente romântico.

C) Porque deseja aproximar-se da família mais poderosa de Itaguaí e utilizar o casamento para conquistar influência política.

D) Porque Dona Evarista já participava de seus estudos sobre doenças mentais e demonstrava grande conhecimento médico.

E) Porque os vereadores determinam o casamento como condição para que Bacamarte pudesse instalar a Casa Verde.




3. Ao longo do conto, os critérios utilizados por Bacamarte para determinar quem deveria ser internado na Casa Verde sofrem profundas modificações. O que essas mudanças revelam sobre as teorias do médico?

A) Demonstram que suas pesquisas chegam progressivamente a resultados definitivos, eliminando qualquer possibilidade de erro científico.

B) Comprovam que todas as pessoas internadas realmente apresentavam doenças mentais graves e facilmente identificáveis.

C) Revelam que Bacamarte abandona completamente o método científico e passa a escolher os pacientes apenas por razões políticas.

D) Indicam que o médico passa a considerar somente as opiniões dos familiares para decidir quem deveria ser internado.

E) Evidenciam o caráter instável e contraditório de suas conclusões, colocando em dúvida a pretensão de estabelecer uma fronteira absoluta entre normalidade e loucura.


4. A ironia é um recurso fundamental em "O Alienista". No conto, ela aparece especialmente na maneira como Machado de Assis:

A) transforma Bacamarte em um herói perfeito cuja atuação científica é apresentada como exemplo incontestável para toda a sociedade.

B) apresenta situações aparentemente sérias e racionais que, levadas ao exagero, revelam contradições da ciência, das instituições e do comportamento humano.

C) utiliza acontecimentos sobrenaturais para demonstrar que os habitantes da cidade estavam submetidos a forças inexplicáveis.

D) descreve detalhadamente experiências médicas reais com a intenção de ensinar procedimentos científicos aos leitores.

E) limita a narrativa às experiências sentimentais das personagens, evitando qualquer crítica às instituições sociais.




5. O barbeiro Porfírio lidera uma revolta conhecida como Revolta dos Canjicas contra a Casa Verde. A trajetória dessa personagem contribui para a crítica política do conto porque:

A) Porfírio permanece fiel aos mesmos princípios durante toda a narrativa e rejeita qualquer possibilidade de exercer autoridade.

B) a revolta elimina definitivamente a Casa Verde e estabelece em Itaguaí um governo baseado na participação direta da população.

C) Porfírio procura destruir todas as instituições políticas da cidade para substituir o governo por uma comunidade sem autoridades.

D) o personagem passa de opositor da Casa Verde a agente interessado no poder, evidenciando como interesses políticos podem modificar discursos e alianças.

E) o barbeiro assume o poder apenas para devolver imediatamente a administração da cidade aos antigos vereadores.




6. A ampliação das internações realizadas por Bacamarte provoca inquietação entre os habitantes de Itaguaí. Esse processo permite perceber, na narrativa:

A) a defesa da ideia de que apenas médicos deveriam exercer funções políticas nas cidades.

B) a demonstração de que todos os habitantes apresentavam algum tipo de doença mental diagnosticável.

C) a conclusão de que as instituições científicas são sempre independentes das relações de poder existentes na sociedade.

D) a possibilidade de um saber considerado científico transformar-se em instrumento de controle quando seus critérios deixam de possuir limites claros.

E) a valorização de um sistema em que decisões médicas não possam ser questionadas pela população.




7. Crispim Soares, o boticário, mantém uma relação de proximidade com Simão Bacamarte durante boa parte da narrativa. Qual aspecto do comportamento dessa personagem é explorado de maneira satírica?

A) Sua disposição permanente para enfrentar Bacamarte e denunciar publicamente os métodos empregados na Casa Verde.

B) Sua tendência a adaptar atitudes e posicionamentos conforme as circunstâncias e seus próprios interesses, revelando oportunismo e insegurança.

C) Sua dedicação exclusiva à pesquisa científica, que o leva a abandonar completamente qualquer preocupação social ou política.

D) Sua participação como principal líder popular na destruição definitiva da Casa Verde.

E) Sua oposição ao uso de medicamentos, pois acredita que todas as doenças deveriam ser tratadas apenas por métodos naturais.




8. Em determinado momento, Bacamarte modifica radicalmente sua teoria e passa a considerar que o verdadeiro desequilíbrio talvez estivesse justamente nas pessoas que apresentavam virtudes excepcionais. Qual efeito literário resulta dessa inversão?

A) A inversão intensifica a ironia e mostra como critérios aparentemente científicos podem produzir conclusões absurdas quando aplicados de maneira rígida.

B) A mudança confirma que todas as primeiras conclusões de Bacamarte estavam corretas e que seus novos estudos apenas aperfeiçoam detalhes secundários.

C) A nova teoria transforma a narrativa em uma obra exclusivamente médica, afastando qualquer interpretação social ou filosófica.

D) A inversão demonstra que Machado de Assis defendia a inexistência completa das doenças mentais.

E) A mudança comprova que Bacamarte abandona suas pesquisas e reconhece a superioridade das opiniões populares.




9. A população de Itaguaí inicialmente aceita a autoridade científica de Bacamarte, mas posteriormente passa a temer suas decisões. Essa transformação pode ser compreendida como:

A) uma demonstração de que a população rejeitava qualquer forma de conhecimento científico desde a instalação da Casa Verde.

B) uma defesa da substituição da medicina pela opinião popular em todas as decisões relacionadas à saúde.

C) uma consequência exclusivamente das disputas econômicas entre comerciantes e proprietários da cidade.

D) uma prova de que Bacamarte possuía apoio permanente de todos os grupos sociais, mesmo durante as internações em massa.

E) uma representação das tensões que surgem quando a autoridade de um especialista começa a interferir de maneira excessiva na vida coletiva.




10. Machado de Assis utiliza a pequena cidade de Itaguaí como espaço principal da narrativa. Do ponto de vista literário, essa escolha permite ao autor:

A) apresentar exclusivamente costumes locais, sem estabelecer relações com questões mais amplas da sociedade.

B) construir uma descrição histórica documental da cidade, sem recorrer à ficção ou à sátira.

C) transformar a cidade em uma espécie de microcosmo no qual aparecem disputas de poder, interesses pessoais, comportamentos coletivos e contradições sociais.

D) limitar a narrativa às relações familiares de Bacamarte e Dona Evarista.

E) demonstrar que os conflitos apresentados só poderiam acontecer em pequenas cidades afastadas dos grandes centros.




11. Embora Simão Bacamarte seja apresentado como um homem profundamente dedicado à ciência, essa característica também se torna alvo da crítica machadiana. Por quê?

A) Porque o personagem recusa qualquer observação ou experiência e fundamenta suas ideias exclusivamente em crenças religiosas.

B) Porque sua confiança excessiva na própria racionalidade faz com que seus critérios científicos se tornem progressivamente abrangentes, contraditórios e autoritários.

C) Porque abandona a medicina assim que encontra resistência entre os moradores da cidade.

D) Porque admite desde o início que seus diagnósticos não possuem qualquer fundamento racional.

E) Porque utiliza a Casa Verde exclusivamente para enriquecer por meio da cobrança de tratamentos médicos.




12. Em "O Alienista", a fronteira entre sanidade e loucura torna-se cada vez mais difícil de estabelecer. Qual reflexão está associada a esse aspecto da obra?

A) A narrativa procura fornecer uma definição médica definitiva de loucura que deveria ser adotada por todas as sociedades.

B) Machado de Assis demonstra que qualquer comportamento diferente deve necessariamente ser considerado uma doença.

C) O conto defende a internação preventiva de indivíduos que apresentem comportamentos considerados incomuns pela maioria.

D) A narrativa conclui que apenas pessoas de grande inteligência podem distinguir racionalidade e loucura.

E) O conto problematiza os critérios empregados para classificar os indivíduos e questiona a pretensão de estabelecer categorias humanas absolutas.




13. O narrador de "O Alienista" frequentemente relata acontecimentos extraordinários com aparente seriedade e distanciamento. Esse procedimento narrativo contribui para:

A) eliminar o humor da narrativa e aproximá-la de um relatório científico rigorosamente objetivo.

B) garantir que o leitor considere todas as decisões de Bacamarte perfeitamente razoáveis.

C) impedir qualquer interpretação crítica dos acontecimentos ocorridos em Itaguaí.

D) reforçar o efeito irônico, pois fatos absurdos ou exagerados são muitas vezes narrados como se fossem perfeitamente normais e lógicos.

E) transformar o conto em uma autobiografia escrita pelo próprio Simão Bacamarte.




14. Ao final da narrativa, Bacamarte chega a uma conclusão extrema sobre sua própria condição. Qual é a importância desse desfecho para o sentido geral do conto?

A) O médico passa a considerar a si mesmo o indivíduo que reúne as características excepcionais relacionadas à sua última teoria e acaba internando-se na Casa Verde.

B) Bacamarte reconhece que nunca existiu qualquer forma de loucura e decide destruir a Casa Verde diante da população.

C) O médico abandona Itaguaí e segue para outra cidade com a intenção de repetir exatamente as mesmas experiências.

D) Bacamarte entrega a Casa Verde a Porfírio e passa a exercer exclusivamente funções políticas.

E) Dona Evarista assume as pesquisas científicas e demonstra que todas as teorias de seu marido estavam corretas.




15. Considerando o conjunto da obra, qual interpretação melhor caracteriza a crítica desenvolvida por Machado de Assis em "O Alienista"?

A) O conto rejeita completamente a ciência e defende que conhecimentos médicos deveriam ser substituídos por crenças populares.

B) A narrativa procura demonstrar que apenas os governantes possuem condições de estabelecer critérios seguros sobre a saúde mental.

C) A obra utiliza humor, ironia e exagero para questionar certezas científicas absolutas, relações de poder e critérios utilizados pela sociedade para definir normalidade.

D) O principal objetivo do conto é defender a construção de instituições destinadas à internação de pessoas consideradas socialmente inadequadas.

E) A narrativa limita sua crítica aos médicos, sem abordar questões relacionadas ao poder, à política ou ao comportamento coletivo.

 



16. Leia o trecho do conto "O Alienista", de Machado de Assis:


“— A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo.”

“Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras, e demonstrando os teoremas com cataplasmas.” 


Considerando o trecho e o desenvolvimento da narrativa, uma das características de "O Alienista" evidenciada na construção de Simão Bacamarte é:


A) A valorização do sentimentalismo, pois o protagonista abandona progressivamente a ciência para orientar suas decisões por emoções e vínculos afetivos.

B) A defesa incondicional da ciência, apresentada na obra como um conhecimento capaz de resolver qualquer problema humano sem produzir contradições.

C) A construção de um protagonista romântico, marcado principalmente pelo conflito entre seus sentimentos amorosos e suas responsabilidades profissionais.

D) O uso da ironia para problematizar a confiança excessiva na razão científica, especialmente quando Bacamarte transforma suas teorias em critérios absolutos para classificar o comportamento humano.

E) A rejeição de qualquer forma de conhecimento racional, pois o conto apresenta a ciência como necessariamente falsa e prejudicial à sociedade.





Gabarito explicativo:



1. C

A Casa Verde não funciona apenas como cenário. Ela representa o espaço no qual Simão Bacamarte tenta aplicar suas teorias sobre a mente humana. À medida que os critérios de internação se ampliam, a instituição também passa a simbolizar os riscos existentes quando um saber especializado adquire poder quase ilimitado sobre os indivíduos. Machado de Assis utiliza essa situação para discutir as fronteiras entre razão e loucura e também a relação entre conhecimento e autoridade.



2. A

A escolha de Dona Evarista revela desde o início uma característica fundamental de Bacamarte: sua tentativa de submeter até mesmo decisões pessoais a critérios considerados científicos. Ele valoriza características físicas que, segundo suas concepções, indicariam boas condições para a reprodução. A situação produz um efeito irônico porque o casamento, geralmente relacionado aos sentimentos e às relações afetivas, é tratado pelo personagem quase como uma experiência científica.



3. E

As teorias de Bacamarte mudam continuamente. Primeiro, ele amplia tanto o conceito de loucura que grande parte da população pode ser considerada desequilibrada. Posteriormente, modifica sua hipótese e passa a interpretar determinadas virtudes como sinais de anormalidade. Essas mudanças revelam a fragilidade de um sistema classificatório apresentado como absolutamente racional e científico.



4. B

Machado de Assis constrói situações em que procedimentos apresentados como racionais chegam a consequências absurdas. O narrador frequentemente mantém uma aparência de seriedade enquanto relata acontecimentos exagerados, aumentando o efeito irônico. Dessa maneira, a obra questiona a confiança excessiva na ciência, nas instituições e nas certezas produzidas pelos indivíduos.



5. D

Porfírio inicia sua trajetória política combatendo a Casa Verde e consegue mobilizar parte da população contra Bacamarte. Entretanto, quando alcança maior influência, suas decisões passam a ser condicionadas pelas necessidades de conservar o poder. A mudança permite a Machado de Assis satirizar o oportunismo político e mostrar como discursos apresentados como defesa do interesse coletivo podem sofrer alterações conforme as circunstâncias.



6. D

A expansão das internações mostra que a ciência pode adquirir uma dimensão autoritária quando seus critérios deixam de ser claramente delimitados e passam a justificar interferências cada vez maiores na sociedade. O alvo da sátira não é simplesmente o conhecimento científico, mas a pretensão de transformar hipóteses particulares em verdades absolutas capazes de controlar a vida das pessoas.



7. B

Crispim Soares é caracterizado por atitudes que variam de acordo com seus interesses e com as mudanças nas relações de poder. Sua proximidade com Bacamarte e suas hesitações durante os conflitos políticos permitem que Machado de Assis explore comportamentos como oportunismo, medo e conveniência pessoal.



8. A

Quando Bacamarte passa a considerar a virtude excepcional como manifestação de desequilíbrio, ocorre uma inversão da lógica anterior. A situação amplia a sátira porque demonstra que, mudando-se os critérios, praticamente qualquer pessoa pode ser classificada como anormal. A instabilidade das conclusões coloca em questão a pretensão de estabelecer uma fronteira absoluta entre normalidade e loucura.



9. E

No início, a reputação científica de Bacamarte confere legitimidade à Casa Verde. O problema surge quando os critérios de internação se tornam cada vez mais abrangentes e atingem diferentes grupos sociais. A reação popular evidencia o conflito entre autoridade especializada e liberdade individual, sobretudo quando aquela passa a interferir intensamente na vida coletiva.



10. C


Itaguaí funciona como um microcosmo social. Em um espaço relativamente pequeno, Machado de Assis reúne médicos, políticos, comerciantes, religiosos e habitantes comuns. Suas relações permitem observar disputas por prestígio, conflitos políticos, interesses particulares e mudanças de comportamento diante do poder.



11. B


Bacamarte é extremamente dedicado aos estudos, mas sua confiança na própria capacidade de interpretar a mente humana torna-se excessiva. Suas hipóteses passam a produzir classificações cada vez mais amplas e contraditórias. A crítica machadiana volta-se, portanto, contra a transformação de teorias provisórias em certezas incontestáveis e contra o poder que pode decorrer dessa pretensão.



12. E

A dificuldade de estabelecer quem é realmente louco constitui um dos principais problemas filosóficos e literários apresentados no conto. Machado de Assis questiona os mecanismos empregados para separar o normal do anormal e mostra que determinadas classificações podem depender dos critérios escolhidos por quem possui autoridade para estabelecê-las.



13. D

O contraste entre a linguagem aparentemente séria do narrador e o caráter absurdo de muitos acontecimentos é uma importante fonte de ironia. Em vez de declarar diretamente que determinadas situações são ridículas ou contraditórias, o narrador frequentemente as apresenta com naturalidade. Cabe ao leitor perceber a distância entre a aparência racional dos acontecimentos e suas consequências.



14. A

Depois de sucessivas alterações em suas teorias, Bacamarte passa a acreditar que ele próprio reúne características que poderiam representar um caso excepcional de equilíbrio mental. De acordo com sua nova interpretação, essa excepcionalidade seria justamente uma forma de anormalidade. Por coerência com seus próprios critérios, ele se interna na Casa Verde. O episódio encerra a narrativa levando ao limite a lógica construída pelo personagem.



15. C


"O Alienista" combina sátira, humor, ironia e exagero para examinar questões que ultrapassam a medicina. Machado de Assis problematiza o uso do conhecimento como fonte de autoridade, as instabilidades das classificações sociais, o comportamento político e a confiança excessiva em sistemas que pretendem explicar completamente o ser humano. O conto não constitui uma rejeição simples da ciência, mas uma crítica às certezas absolutas e aos poderes que podem ser legitimados por elas.

 

16. D

O trecho caracteriza Simão Bacamarte como alguém inteiramente dedicado à ciência, aspecto essencial para compreender a sátira construída por Machado de Assis. Ao longo da narrativa, essa dedicação transforma-se em confiança excessiva na capacidade de seus próprios critérios científicos para definir quem é normal e quem é louco.

A ironia surge justamente da distância entre a pretensão de rigor científico de Bacamarte e as consequências cada vez mais contraditórias de suas teorias. Assim, "O Alienista" não rejeita simplesmente a ciência. A obra problematiza o cientificismo, isto é, a transformação do conhecimento científico em uma autoridade considerada absoluta e praticamente incapaz de erro. A alternativa D expressa corretamente essa característica central do conto.

 


 

Por Elaine Barbosa de Souza - Graduada em Letras (Português e Inglês) pela FMU (2002).

Publicado em 18/09/2026