Jean-Paul Sartre e sua filosofia

Jean-Paul Sartre foi um dos principais filósofos existencialistas franceses do século XX.

Sartre com Simone de Beauvoir
Sartre com Simone de Beauvoir

 

Quem foi Jean-Paul Sartre

 

Jean-Paul Sartre foi um filósofo, dramaturgo, romancista, ativista político e crítico literário francês. Ele é amplamente reconhecido como uma das principais figuras da filosofia francesa e do marxismo do século XX, e foi um dos principais defensores do existencialismo, uma filosofia que enfatiza a liberdade individual, a escolha e a experiência subjetiva.

 

 

Biografia resumida

 


Sartre nasceu em 21 de junho de 1905, em Paris, França. Seu pai, um oficial da Marinha, morreu quando Sartre era muito jovem. Ele foi criado por sua mãe e pelos pais dela.


Estudou na prestigiada École Normale Supérieure de Paris, onde se concentrou em Filosofia.


Começou sua vida profissional e acadêmica como professor de Filosofia em diversas escolas francesas.


Sartre serviu no exército francês durante o início da Segunda Guerra Mundial e foi capturado em 1940. Passou nove meses como prisioneiro de guerra.


Iniciou sua carreira literária na década de 1930 com romances e contos.


"O Ser e o Nada", obra publicada em 1943, o estabeleceu como uma figura de destaque na filosofia existencialista.


Ativo na política de esquerda, especialmente após a Segunda Guerra Mundial. Seu trabalho e ativismo estavam frequentemente interligados.


Embora crítico da União Soviética, alinhou-se com a filosofia marxista e esteve envolvido em diversas causas políticas ao longo de sua vida.


Teve uma parceria vitalícia com a colega filósofa e escritora Simone de Beauvoir, embora nunca tenham se casado. O relacionamento deles era romântico e intelectual.


Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1964, que recusou.


Morreu em 15 de abril de 1980, em Paris.

 

Foto do filósofo Sartre

Sartre: um dos grandes nomes da filosofia francesa do século XX.

 

 

Seus principais pensamentos em Filosofia:

 


Existencialismo


A existência precede a essência. Argumentou que para os humanos, a existência vem antes da essência, o que significa que uma pessoa primeiro existe, se encontra e então define sua essência ou natureza.

 


Liberdade e Responsabilidade

Enfatizou a liberdade radical e a responsabilidade que a acompanha. Argumentou que os indivíduos são livres para fazer escolhas e são responsáveis por suas ações.


Condição Humana e Angústia



Explorou o tema da angústia existencial, a ansiedade decorrente da realização da liberdade absoluta e da responsabilidade por suas ações.


Discutiu a natureza absurda da vida e a luta para encontrar significado em um universo indiferente às preocupações humanas.

 



Má Fé, negação e liberdade


Introduziu o conceito de "má-fé", onde os indivíduos enganam a si mesmos para escapar da ansiedade da liberdade e da responsabilidade.

A má-fé é a negação da liberdade e da responsabilidade de alguém, muitas vezes manifestando-se na conformidade com papéis e normas sociais.

 


Ser e Nada


Em "Ser e Nada", ele explora os conceitos de "ser-para-si" (seres conscientes, humanos) e "ser-em-si" (objetos inanimados), com foco na consciência e na natureza da existência.


Introduziu o conceito de nada como um aspecto central da existência humana, argumentando que a consciência é definida pelo que não é.

 


Alteridade e o Olhar


Explorou como a consciência do olhar de outra pessoa pode afetar profundamente a percepção que alguém tem de si mesmo, levando à objetificação e à perda de liberdade.


A presença de outros pode levar a um conflito onde a liberdade de alguém pode se sentir ameaçada pela liberdade dos outros.



Ética e Política


Afirmou que a moralidade se baseia na liberdade e na responsabilidade do indivíduo de escolher suas ações.


Acreditava na importância do engajamento político e do ativismo, argumentando que os intelectuais devem desempenhar um papel ativo nos assuntos políticos.

 

 

Lista de suas obras principais:

 

A Náusea (1938)

O Muro (1939)

Esboço para uma Teoria das Emoções (1939)

O Imaginário (1940)

As Moscas (1943)

O Ser e o Nada (1943)

A Idade da Razão (1945)

A Engrenagem (1948)

As Mãos Sujas (1948)

O Diabo e o Bom Deus (1951)

Saint Genet, Ator e Mártir (1952)

Crítica da Razão Dialética (1960)

As Palavras (1964)

O Idiota da Família (1971-1972)

 

 

 


 

Publicado em 13/11/2023

Por Jefferson E. M. Ramos (historiador e professor de História)