Molière

 

Quem foi Molière


Molière, nome artístico de Jean-Baptiste Poquelin (1622–1673), foi um dramaturgo, ator, diretor e empresário teatral francês, considerado um dos maiores representantes da comédia ocidental. Atuando durante o reinado de Luís XIV, destacou-se pela criação de peças que criticavam a hipocrisia, a avareza, a vaidade, o autoritarismo familiar e as pretensões sociais de diferentes grupos da França do século XVII. Entre suas obras mais conhecidas estão “Tartufo”, “O Avarento”, “O Misantropo”, “O Burguês Fidalgo” e “O Doente Imaginário”. Sua produção combinou elementos da comédia clássica, da farsa francesa e da commedia dell’arte italiana, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento e a valorização do teatro francês.



Biografia


Jean-Baptiste Poquelin, conhecido pelo nome artístico de Molière, nasceu em Paris, em 15 de janeiro de 1622. Era filho de Jean Poquelin, comerciante de tecidos e tapeceiro oficial da corte francesa, e de Marie Cressé. Por pertencer a uma família economicamente estável, recebeu uma formação cuidadosa no Colégio de Clermont, instituição administrada pelos jesuítas e frequentada por integrantes da elite parisiense. Posteriormente, estudou Direito, embora não tenha seguido carreira jurídica.

A vida pessoal de Molière foi marcada por sua decisão de abandonar as expectativas familiares para dedicar-se ao teatro, atividade que ainda sofria forte preconceito social na França do século XVII. Em 1643, associou-se à atriz Madeleine Béjart e a outros artistas para fundar a companhia L’Illustre Théâtre. O grupo tentou estabelecer-se em Paris, mas enfrentou dificuldades financeiras, baixa arrecadação e forte concorrência de companhias mais conhecidas.

As dívidas acumuladas levaram Molière a ser preso por um curto período, em 1645. Depois desse fracasso inicial, a companhia deixou Paris e percorreu diversas províncias francesas durante aproximadamente treze anos. Nessa fase itinerante, o dramaturgo adquiriu experiência como ator, diretor, administrador e autor teatral. O contato com diferentes públicos permitiu que desenvolvesse uma percepção aguçada dos costumes, dos conflitos sociais e dos comportamentos humanos que mais tarde seriam retratados em suas comédias.

Durante as viagens pelo interior da França, Molière assumiu progressivamente a liderança da companhia. Também começou a escrever peças inspiradas na tradição da farsa francesa, na comédia italiana e nos modelos clássicos greco-romanos. Entre seus primeiros trabalhos de destaque estavam “O Estouvado” e “O Despeito Amoroso”, textos que já revelavam seu interesse por situações de engano, conflitos amorosos e tipos humanos ridículos.

Em 1658, Molière retornou a Paris e apresentou-se diante do rei Luís XIV. A companhia conquistou a proteção de Filipe de França, duque de Orléans e irmão do monarca. Pouco depois, passou a ocupar espaços teatrais importantes da capital, como o Petit-Bourbon e o Palais-Royal. A partir desse momento, o dramaturgo consolidou sua carreira, alcançando grande popularidade junto ao público e obtendo apoio da corte.

Seu êxito profissional não impediu o surgimento de adversários. Algumas peças provocaram reações de setores religiosos, médicos, aristocratas e membros da burguesia. “Tartufo”, por exemplo, foi censurada por apresentar uma crítica severa à falsa devoção religiosa. Já “A Escola de Mulheres” despertou debates por abordar o casamento, a educação feminina e o controle exercido pelos homens sobre as mulheres.

Em 1662, Molière casou-se com Armande Béjart, integrante de sua companhia e muito mais jovem do que ele. O relacionamento foi cercado por rumores, conflitos e períodos de afastamento. O casal teve filhos, mas apenas uma filha, Esprit-Madeleine, chegou à idade adulta. As tensões conjugais e as experiências pessoais do autor provavelmente contribuíram para sua abordagem crítica do casamento, do ciúme e das relações entre homens e mulheres.

Nos últimos anos de vida, Molière sofreu com problemas de saúde, provavelmente relacionados a uma doença pulmonar. Mesmo debilitado, continuou escrevendo, dirigindo e atuando. Em 17 de fevereiro de 1673, durante uma apresentação de “O Doente Imaginário”, passou mal no palco enquanto interpretava o personagem Argan. Conseguiu concluir a apresentação, mas morreu poucas horas depois, em sua residência, aos 51 anos.

Como os atores eram vistos com desconfiança pela Igreja Católica e podiam ser privados de sepultamento religioso, sua família precisou solicitar a intervenção de Luís XIV. Molière foi enterrado durante a noite, sem cerimônia solene, no cemitério de Saint-Joseph. Em 1817, seus restos mortais foram transferidos para o Cemitério do Père-Lachaise, em Paris.

 

Retrato pintado de Molière
Molière (pintura de Pierre Mignard).



Contexto histórico em que Molière viveu


Molière viveu no século XVII, durante o processo de fortalecimento da monarquia absolutista francesa. Seu período de maior atividade coincidiu com o reinado de Luís XIV, iniciado em 1643. Conhecido como Rei Sol, o monarca concentrou poderes políticos, administrativos e militares, reduziu a autonomia da nobreza e transformou a corte em um dos principais centros culturais da Europa.

A França daquele período apresentava uma sociedade organizada em ordens. O clero e a nobreza desfrutavam de privilégios, enquanto o Terceiro Estado reunia burgueses, trabalhadores urbanos e camponeses. Embora a burguesia estivesse em ascensão econômica, ainda buscava prestígio social por meio da imitação dos costumes aristocráticos. Esse comportamento tornou-se um dos alvos recorrentes das comédias de Molière.

A vida cultural francesa foi profundamente influenciada pelo Classicismo. Artistas e escritores valorizavam a ordem, a clareza, o equilíbrio, a racionalidade e a imitação dos modelos da Antiguidade greco-romana. No teatro, difundiram-se princípios como a separação entre comédia e tragédia, a verossimilhança e as unidades de ação, tempo e espaço. Molière utilizou vários desses elementos, mas também incorporou recursos populares provenientes das farsas medievais e da commedia dell’arte italiana.

O apoio de Luís XIV às artes favoreceu o desenvolvimento de companhias teatrais, academias e espetáculos ligados à corte. Contudo, a proteção real também significava dependência política. Dramaturgos precisavam evitar ataques diretos ao rei e às bases do regime. Molière soube contornar essa limitação, concentrando suas críticas nos costumes, nos vícios individuais, na hipocrisia social e nos abusos de determinadas profissões e instituições.

As disputas religiosas também estavam presentes na sociedade francesa. Grupos devotos exerciam influência política e moral, defendendo comportamentos rigorosos. Ao denunciar a falsa religiosidade em “Tartufo”, Molière enfrentou forte oposição de setores católicos conservadores. A controvérsia demonstrou como o teatro podia funcionar como espaço de debate sobre moralidade, autoridade e comportamento social.




Características das obras, temas e estilo literário:




Comédia de costumes

Grande parte da produção de Molière pertence à comédia de costumes, gênero voltado para a representação crítica dos hábitos de uma sociedade. Suas peças retratam o cotidiano das famílias, os casamentos arranjados, as disputas por herança, as ambições sociais, a educação dos jovens e as relações entre senhores e criados. Por meio do humor, o dramaturgo revelava contradições existentes na vida social francesa.



Crítica aos vícios humanos


Avareza, vaidade, ciúme, arrogância, hipocrisia, credulidade e obsessão aparecem como características dominantes de muitos personagens. Molière costumava construir figuras que levavam determinado comportamento ao extremo. O exagero provocava o riso, mas também permitia ao público reconhecer atitudes presentes na vida real.



Personagens-tipo

Seus textos apresentam personagens construídos como tipos sociais facilmente identificáveis, como o avarento, o falso devoto, o médico incompetente, o burguês pretensioso, o marido ciumento e o intelectual pedante. Apesar dessa tipificação, várias figuras possuem profundidade psicológica e conflitos internos que impedem que sejam reduzidas a simples caricaturas.



Crítica à hipocrisia

A distância entre aparência e realidade ocupa posição central em sua dramaturgia. Muitos personagens tentam parecer virtuosos, cultos, generosos ou religiosos, embora sejam movidos por interesses particulares. Ao expor essa contradição, Molière questionava uma sociedade marcada pela preocupação com prestígio, reputação e posição social.



Casamento e relações familiares

O casamento aparece frequentemente como fonte de conflito. Pais autoritários tentam escolher os cônjuges dos filhos, homens mais velhos desejam casar-se com mulheres jovens, esposas enfrentam a desconfiança dos maridos e jovens apaixonados procuram escapar das imposições familiares. As comédias defendem, em muitos casos, uma visão mais racional e afetiva das relações conjugais.



Crítica à autoridade masculina

Embora fosse um autor de seu tempo, Molière criou personagens femininas capazes de questionar o poder exercido pelos homens. Em peças como “A Escola de Mulheres” e “As Mulheres Sábias”, aparecem debates sobre educação feminina, liberdade de escolha e casamento. A crítica não constitui uma defesa moderna da igualdade de gênero, mas revela as tensões existentes em torno da posição da mulher na sociedade do século XVII.



Sátira das profissões e instituições

Os médicos aparecem repetidamente como alvo de sátira. Molière criticava seu vocabulário incompreensível, seus diagnósticos frágeis e sua confiança excessiva em métodos tradicionais. Também ironizou professores, advogados, religiosos hipócritas e intelectuais afetados. Sua crítica dirigia-se principalmente à incompetência, ao abuso de autoridade e ao uso do conhecimento como instrumento de prestígio.



Influência da farsa

As peças utilizam recursos tradicionais da farsa, como pancadarias, perseguições, disfarces, enganos, personagens escondidos, coincidências e confusões de identidade. Esses elementos conferem ritmo acelerado às ações e aproximam o teatro de Molière das formas populares de entretenimento.



Influência da commedia dell’arte

A comédia italiana contribuiu para a construção de tipos fixos, para o uso expressivo do corpo e para a valorização da improvisação. Criados astutos, velhos autoritários, jovens enamorados e falsos sábios aparecem em várias obras. Molière adaptou essas figuras ao contexto francês e lhes atribuiu maior complexidade literária.



Linguagem cômica e teatralidade

O humor é produzido por jogos de palavras, repetições, ironias, mal-entendidos e contrastes entre o que os personagens dizem e aquilo que realmente fazem. A linguagem varia conforme a posição social de cada figura. Criados, burgueses, nobres e profissionais utilizam vocabulários distintos, o que intensifica a crítica social.



Finalidade moral da comédia

Molière acreditava que o riso poderia contribuir para a correção dos costumes. Suas peças não eram apenas destinadas ao entretenimento, pois expunham comportamentos considerados prejudiciais à convivência social. O público ria dos personagens e, ao mesmo tempo, era levado a refletir sobre atitudes semelhantes presentes na sociedade.




Principais obras:


“O Estouvado” (1655)

Uma das primeiras comédias de Molière, “O Estouvado” apresenta as tentativas do criado Mascarille de ajudar seu patrão, Lélie, a conquistar a jovem Célie. Os planos fracassam repetidamente por causa da imprudência e da falta de habilidade do próprio Lélie. A obra revela a influência da comédia italiana e estabelece uma situação frequente no teatro do autor, em que o criado demonstra mais inteligência e capacidade de ação do que o senhor.



“As Preciosas Ridículas” (1659)

Nesta comédia, duas jovens provincianas rejeitam pretendentes considerados pouco refinados e sonham com uma vida semelhante à dos círculos aristocráticos parisienses. Para se vingarem, os homens recusados enviam seus criados disfarçados de nobres, que conquistam facilmente a admiração das moças. A peça satiriza a linguagem artificial, a vaidade social e a imitação exagerada dos costumes da elite.



“A Escola de Maridos” (1661)

A trama contrapõe dois irmãos que possuem concepções diferentes sobre a educação feminina e o casamento. Enquanto um adota uma postura rígida e controladora, o outro defende maior liberdade e confiança. Por meio desse contraste, Molière critica o autoritarismo masculino e demonstra que a repressão pode estimular a mentira, a fuga e a resistência.



“A Escola de Mulheres” (1662)

Arnolfo, homem mais velho e dominado pelo medo de ser traído, decide educar a jovem Inês na ignorância para transformá-la em uma esposa obediente. O plano fracassa quando ela se apaixona por Horácio e começa a desenvolver autonomia. A peça analisa o ciúme, a insegurança masculina, a educação das mulheres e a tentativa de controlar os sentimentos por meio da autoridade.



“Tartufo” (1664)


A obra apresenta Tartufo, um falso devoto que conquista a confiança de Orgon e passa a controlar sua família. Enquanto o anfitrião o considera um homem santo, os demais personagens percebem sua hipocrisia e suas ambições. A comédia denuncia o uso da religião como instrumento de manipulação, poder e enriquecimento, razão pela qual sofreu censura e só pôde ser representada publicamente em sua versão definitiva em 1669.



“Dom Juan” (1665)

Inspirada na tradição europeia do sedutor libertino, a peça acompanha Dom Juan, aristocrata que desafia convenções religiosas, abandona mulheres e despreza compromissos morais. Seu criado, Sganarelle, tenta adverti-lo sobre as consequências de seus atos. A obra combina comédia, crítica social e reflexão moral, apresentando um protagonista inteligente, contraditório e incapaz de aceitar limites.



“O Misantropo” (1666)

Alceste é um homem que rejeita a falsidade das relações sociais e exige sinceridade absoluta das pessoas. Apesar de sua rigidez moral, apaixona-se por Célimène, mulher sociável, espirituosa e habituada às convenções que ele condena. O conflito demonstra que a honestidade levada ao extremo também pode transformar-se em intolerância e dificultar a vida em sociedade.



“O Médico à Força” (1666)

Sganarelle, um lenhador preguiçoso e violento, é confundido com um médico e passa a exercer a profissão sem qualquer conhecimento. Utilizando frases incompreensíveis e diagnósticos absurdos, ele conquista a confiança de seus pacientes. A comédia critica a medicina do século XVII, o uso de termos técnicos como demonstração de autoridade e a facilidade com que as pessoas acreditam em falsos especialistas.



“Anfitrião” (1668)

Baseada em uma narrativa da mitologia greco-romana, a peça apresenta o deus Júpiter assumindo a aparência do general Anfitrião para aproximar-se de sua esposa, Alcmena. Mercúrio também se disfarça como o criado Sósia, provocando uma série de confusões de identidade. A obra aborda temas como poder, aparência, fidelidade e fragilidade humana diante das ações divinas.



“O Avarento” (1668)

Harpagão é um homem dominado pela obsessão por dinheiro, capaz de sacrificar a felicidade dos filhos para preservar sua riqueza. Ele deseja casar-se com uma jovem que também é amada por seu filho, enquanto tenta impor à filha um casamento vantajoso. A peça mostra como a avareza destrói vínculos afetivos e transforma relações familiares em negociações econômicas.



“O Burguês Fidalgo” (1670)

Monsieur Jourdain é um comerciante rico que deseja adquirir os hábitos, os conhecimentos e o prestígio da nobreza. Contrata professores de música, dança, esgrima e Filosofia, mas sua falta de discernimento o transforma em objeto de exploração e ridículo. A obra critica a ascensão social baseada na imitação superficial e revela as tensões entre burguesia e aristocracia na França absolutista.



“As Artimanhas de Scapin” (1671)

Scapin, criado astuto e inventivo, utiliza mentiras, disfarces e truques para ajudar dois jovens a superar a oposição de seus pais e concretizar seus relacionamentos amorosos. A peça recupera recursos tradicionais da farsa e da commedia dell’arte, com ritmo acelerado, situações absurdas e inversão das hierarquias sociais. O criado domina a ação enquanto os senhores aparecem como ingênuos e facilmente manipuláveis.



“As Mulheres Sábias” (1672)

A comédia retrata mulheres de uma família burguesa interessadas em literatura, gramática e Filosofia, mas dominadas por um falso intelectual chamado Trissotin. A crítica não se dirige ao acesso feminino ao conhecimento, e sim ao pedantismo, à vaidade intelectual e à utilização da cultura como forma de distinção social. A obra também discute os conflitos entre razão, afeto e autoridade familiar.



“O Doente Imaginário” (1673)

Argan é um homem hipocondríaco que acredita sofrer de inúmeras doenças e submete-se constantemente aos tratamentos prescritos por médicos interesseiros. Para garantir assistência permanente, pretende obrigar a filha a casar-se com um estudante de Medicina. A comédia critica a exploração dos pacientes, a autoridade médica sem fundamento científico e o medo da doença, combinando sátira, música e dança.



Importância de Molière para o teatro francês


Molière ocupa uma posição importante na história do teatro francês por ter elevado a comédia a um nível literário comparável ao da tragédia. Antes dele, o gênero cômico era frequentemente considerado uma forma inferior de entretenimento. Suas obras demonstraram que o riso poderia ser utilizado para representar conflitos sociais, analisar comportamentos e discutir problemas morais.

Sua dramaturgia contribuiu para a consolidação de uma tradição teatral especificamente francesa. Ao combinar modelos clássicos, farsas populares e influências italianas, desenvolveu uma linguagem própria, adequada tanto aos espetáculos da corte quanto às apresentações destinadas ao público urbano. Essa síntese tornou suas peças acessíveis a diferentes grupos sociais.

A criação de personagens marcantes também explica a permanência de sua obra. Tartufo, Harpagão, Alceste, Argan e Monsieur Jourdain ultrapassaram os limites das peças e transformaram-se em referências culturais. Em francês, o termo tartuffe passou a designar uma pessoa hipócrita, especialmente aquela que utiliza a religião para ocultar seus verdadeiros interesses.

Outro aspecto de sua importância está na capacidade de transformar a observação social em ação dramática. Molière não escrevia tratados sobre os problemas de sua época, mas construía situações nas quais os próprios personagens revelavam suas contradições. A crítica surgia dos diálogos, dos conflitos e do comportamento cênico, sem interromper o ritmo da comédia.

Sua companhia tornou-se a base da Comédie-Française, fundada em 1680, sete anos após sua morte. A instituição, uma das mais importantes do teatro europeu, também ficou conhecida como Casa de Molière. A permanência de suas peças no repertório da companhia demonstra a ligação entre sua produção e a própria identidade do teatro nacional francês.

A influência de Molière alcançou dramaturgos de diferentes países e períodos. Autores posteriores retomaram sua crítica aos costumes, sua construção de personagens-tipo e seu equilíbrio entre humor e reflexão. Suas comédias continuam sendo representadas porque abordam comportamentos que permanecem reconhecíveis, como a ganância, a hipocrisia, a vaidade, o autoritarismo e a pretensão social.

Mais do que um escritor vinculado à corte de Luís XIV, Molière tornou-se um observador rigoroso das relações humanas. Seu teatro revela como o riso pode desmontar aparências, questionar abusos de autoridade e expor interesses escondidos. Por essa razão, sua obra permanece fundamental para a compreensão da literatura francesa, da comédia moderna e da história do teatro ocidental.




Exemplos de frases de Molière


"Para quem acha os chifres a suprema vergonha, não casar é a única forma de estar seguro".

"Em qualquer negócio o dinheiro é a chave mestra".

"Quem ri o que quer é rido o que não quer".

"Um tolo que não diz palavra não se diferencia de um sábio que se cala".

"Todos os vícios, quando estão na moda, passam por virtudes".

"Antes viver dois dias na terra do que mil anos na história".


"Na verdade, a grande ambição de todas as mulheres é a de inspirar amores".


"Os animais não são tão animalescos como se pensa".

 

Molière ceando com Luis XIV, obra de Auguste Ingres

Molière ceando com Luis XIV (1857), obra de Auguste Dominique Ingres.

 

 


 

Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).
Atualizado em 05/08/2026

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