Questões sobre as Correntes Econômicas da Atualidade



1. Entre as ideias associadas à tradição liberal econômica, qual destaca o papel do mercado na organização da produção e das trocas?

A) A coordenação produtiva deve se apoiar em metas estatais de quantidade, reservando à concorrência a distribuição dos bens já produzidos.

B) Os preços e a concorrência orientam decisões privadas, em um ambiente que protege a propriedade e a liberdade de contratar.

C) A propriedade privada deve funcionar principalmente como instrumento de execução de decisões tomadas por órgãos de planejamento.

D) O investimento depende sobretudo da redistribuição estatal do excedente, enquanto os preços exercem uma função secundária.

E) As trocas devem seguir prioridades setoriais definidas pelo governo, com preços administrados para coordenar os empreendimentos.



2. Em uma economia com desemprego elevado e capacidade produtiva ociosa, uma recomendação compatível com a abordagem keynesiana é:

A) Reduzir os gastos públicos durante a recessão para compensar a queda da arrecadação e estimular o investimento por meio da austeridade.

B) Esperar que a redução dos salários nominais recomponha a demanda, considerando suficiente o ajuste do mercado de trabalho.

C) Restringir o crédito para ampliar a poupança financeira, supondo que as empresas investirão mesmo diante de vendas deprimidas.

D) Ampliar investimentos públicos para sustentar a demanda e favorecer a recuperação da produção e do emprego.

E) Concentrar a resposta em elevar a produtividade das empresas, tratando a insuficiência de gastos como um problema secundário.



3. Qual característica identifica o monetarismo associado a Milton Friedman?

A) A ênfase na quantidade de moeda e em seu crescimento para explicar a inflação persistente e orientar a política monetária.

B) A prioridade concedida ao conflito distributivo entre salários e lucros como explicação da inflação, deixando a moeda em segundo plano.

C) A defesa de ajustes frequentes dos gastos públicos como principal instrumento de controle da demanda e da estabilidade de preços.

D) A interpretação de que os preços dependem principalmente de gargalos produtivos, com pouca relação com a expansão monetária prolongada.

E) A proposta de substituir regras monetárias por decisões discricionárias contínuas, voltadas a corrigir cada oscilação do emprego.



4. O termo neoliberalismo designa um conjunto diverso de orientações de política econômica. Entre as medidas frequentemente associadas a essas orientações, encontra-se:

A) A ampliação da produção por empresas estatais e o uso de barreiras comerciais como eixos da coordenação econômica.

B) O planejamento das decisões de investimento por órgãos públicos e a substituição da concorrência por metas de produção.

C) A privatização de empresas estatais e a abertura de mercados, com maior espaço para a concorrência e a iniciativa privada.

D) O controle administrativo de preços e a expansão permanente dos subsídios para organizar a oferta dos principais setores.

E) A redução da integração comercial e a centralização do crédito, com prioridade à proteção de produtores nacionais estabelecidos.



5. Qual formulação expressa um elemento central da análise econômica marxista que permanece presente em debates contemporâneos?

A) A desigualdade decorre principalmente de diferenças nas preferências individuais, sendo a propriedade dos meios de produção secundária.

B) O lucro representa uma remuneração definida pela escassez do capital, sem necessidade de examinar as relações sociais de produção.

C) As crises resultam sobretudo de expectativas equivocadas, corrigíveis pela divulgação de informações mais completas aos investidores.

D) O salário corresponde ao valor integral criado pelo trabalhador, enquanto o excedente deriva exclusivamente da venda acima do valor.

E) As relações entre capital e trabalho envolvem apropriação de mais-valia e conflitos vinculados à propriedade dos meios de produção.



6. Na análise neoclássica de um consumidor que distribui sua renda entre diferentes bens, uma ideia central é:

A) A comparação entre benefícios e custos marginais, considerando preferências e restrições orçamentárias.

B) A definição do consumo por necessidades socialmente reconhecidas, sem atribuir papel explicativo às escolhas entre usos da renda.

C) A determinação do valor dos bens pelo tempo de trabalho necessário, que fornece o critério principal para ordenar as compras.

D) A explicação das escolhas pela posição de classe, tomando a utilidade marginal como resultado sem influência nas decisões.

E) A decisão de consumo como resposta a metas macroeconômicas, cuja realização deve preceder a avaliação das preferências pessoais.



7. Uma pesquisa observa que consumidores reagem de modo diferente a uma mesma escolha quando ela é apresentada como ganho ou como perda. Como a economia comportamental interpreta esse resultado?

A) Como comprovação de que decisões econômicas dependem apenas da renda, mesmo quando a apresentação das opções muda.

B) Como evidência de que as preferências permanecem invariáveis e de que o modo de apresentar alternativas tem pouca relevância.

C) Como efeito necessário de mudanças nos preços relativos, ainda que os valores e os resultados das opções sejam idênticos.

D) Como indício de que o enquadramento das opções influencia decisões, questionando a descrição de escolhas plenamente racionais.

E) Como demonstração de que o consumidor calcula todos os resultados de maneira consistente, independentemente do contexto da escolha.



8. Uma empresa desiste de negociar porque é caro obter informações, elaborar contratos e assegurar seu cumprimento. Para a nova economia institucional, esse caso exemplifica:

A) A perda de produtividade física causada pela diminuição da escala de produção, mesmo sem alterações nas relações contratuais.

B) A influência dos custos de transação e das regras que organizam as relações entre os agentes econômicos.

C) A redução da utilidade marginal dos bens adquiridos, que torna a negociação menos vantajosa a cada unidade adicional.

D) O aumento dos custos de transformação das matérias-primas, determinado principalmente pela tecnologia utilizada na fábrica.

E) A insuficiência da demanda agregada, que explica diretamente as despesas de fiscalização de qualquer contrato empresarial.



9. Na tradição austríaca, especialmente na análise de Friedrich Hayek, por que os preços de mercado são relevantes para a coordenação econômica?

A) Eles permitem ao planejador central reunir antecipadamente todas as preferências e calcular com precisão a produção necessária.

B) Seus movimentos refletem principalmente decisões administrativas, enquanto o conhecimento dos participantes tem função secundária.

C) Eles transmitem sinais sobre condições de oferta e demanda, ajudando a coordenar agentes com conhecimentos dispersos.

D) Sua estabilidade mostra que consumidores e produtores conhecem igualmente as oportunidades, tornando dispensável a descoberta empresarial.

E) Eles expressam uma medida objetiva e invariável do valor, permitindo comparar bens sem considerar avaliações subjetivas individuais.



10. Uma perspectiva desenvolvimentista de inspiração estruturalista, relacionada à tradição da CEPAL, tende a defender:

A) A especialização nas atividades já competitivas como caminho suficiente para superar diferenças produtivas e tecnológicas entre países.

B) A estabilidade monetária como instrumento capaz de substituir políticas de aprendizagem tecnológica e diversificação da produção.

C) A proteção permanente dos setores existentes, mantendo sua estrutura produtiva mesmo quando não ocorrem ganhos de produtividade.

D) A expansão do consumo como estratégia bastante para resolver gargalos externos, sem mudanças na composição da produção.

E) A transformação produtiva e a redução de desigualdades estruturais, com políticas voltadas à inovação e à diversificação econômica.



11. Considere as afirmações sobre abordagens econômicas presentes nos debates atuais.


I. A economia ecológica analisa a atividade econômica como parte de sistemas naturais e considera seus limites biofísicos.

II. A economia comportamental utiliza contribuições da psicologia para investigar decisões, vieses e limitações cognitivas.

III. A nova economia institucional considera que as regras formais e informais não interferem nos incentivos econômicos.

IV. O monetarismo sustenta que acelerar continuamente a inflação permite manter o desemprego abaixo de sua taxa natural, de forma permanente.


Quais afirmações estão corretas?


A) I e III, pois os limites ambientais e a independência dos incentivos em relação às regras caracterizam essas duas abordagens.

B) I e II, pois as abordagens citadas incorporam, respectivamente, limites naturais e aspectos psicológicos da decisão.

C) II e IV, pois os vieses de decisão e a redução permanente do desemprego pela inflação integram essas duas perspectivas.

D) I, II e IV, pois as três correntes reconhecem mecanismos capazes de explicar limites ambientais, escolhas e emprego.

E) II, III e IV, pois essas interpretações explicam o comportamento individual sem depender da qualidade institucional.



12. Leia o trecho com três espaços em branco:

Na análise keynesiana, uma retração generalizada dos gastos pode reduzir a ________________ e levar empresas a diminuir a produção. Quando há recursos ociosos, o aumento do investimento público pode elevar o ________________. Se a renda adicional estimular novas despesas de consumo, ocorrerá um efeito ________________ sobre a atividade econômica.

Escolha a alternativa cujos termos completam o parágrafo de maneira conceitualmente correta:


A) Oferta agregada, desemprego, restritivo.

B) Demanda agregada, desemprego, multiplicador.

C) Oferta agregada, emprego, restritivo.

D) Demanda agregada, emprego, multiplicador.

E) Demanda agregada, emprego, restritivo.



13. Qual proposição é INCORRETA sobre as correntes econômicas e suas relações com políticas públicas?

A) A utilização de preços para orientar escolhas implica que a análise neoclássica rejeita intervenções públicas diante de externalidades.

B) As políticas de inspiração keynesiana podem incluir instrumentos fiscais e monetários, conforme as condições da economia.

C) A defesa liberal de mercados pode conviver com regras de concorrência e instituições voltadas à proteção de contratos.

D) Os estudos comportamentais podem orientar políticas que alteram a apresentação das escolhas sem proibir alternativas aos cidadãos.

E) A abordagem institucional permite investigar como normas e mecanismos de cumprimento de contratos afetam resultados econômicos.



14. Leia os dois parágrafos e assinale a interpretação mais adequada à economia ecológica:

Uma região apresentou crescimento da produção e da renda após ampliar atividades industriais. Parte desse avanço, porém, dependeu de maior extração de água e de matérias-primas, enquanto a contaminação de rios aumentou os gastos das famílias e comprometeu a reprodução de espécies. A elevação do produto interno bruto não descreveu, por si só, essas mudanças nas condições de vida.

Em resposta, um grupo de pesquisadores propôs avaliar o bem-estar juntamente com indicadores de uso de recursos, distribuição de renda e integridade dos ecossistemas. Argumentou também que certas funções da natureza não podem ser plenamente substituídas por máquinas ou compensadas por maiores rendimentos monetários.

A) O crescimento monetário oferece uma medida suficiente do bem-estar, desde que as famílias possam ampliar o consumo com a renda adicional.

B) A degradação ambiental representa um custo corrigível por aumento da produção, pois o capital fabricado pode substituir qualquer função natural.

C) A avaliação econômica deve incluir limites ecológicos e bem-estar, reconhecendo funções naturais de difícil ou impossível substituição.

D) A melhoria ambiental depende sobretudo da expansão da renda, cuja elevação dispensa limites diretos ao uso dos recursos naturais da região.

E) O valor das perdas naturais deve ser igualado aos ganhos industriais, tomando o saldo monetário como critério suficiente para decidir a expansão.



15. Ao comparar a abordagem novo-keynesiana com a pós-keynesiana, qual distinção é conceitualmente adequada?

A) A primeira considera a moeda irrelevante no curto prazo, enquanto a segunda explica as crises pela completa flexibilidade dos salários.

B) A primeira dispensa o estudo das escolhas individuais, enquanto a segunda adota a otimização individual como fundamento exclusivo da análise.

C) A primeira trata as crises como efeitos exclusivos do gasto público, enquanto a segunda atribui ao mercado a garantia do pleno emprego.

D) A primeira rejeita o uso de modelos de equilíbrio, enquanto a segunda considera o futuro um conjunto de riscos sempre mensuráveis.

E) A primeira destaca rigidezes e imperfeições de mercado; a segunda enfatiza incerteza fundamental e demanda efetiva também no longo prazo.



16. Em uma economia fechada, com desemprego e capacidade ociosa, as famílias decidem poupar uma parcela maior da renda. O investimento das empresas e os gastos públicos não aumentam para compensar a queda do consumo. Uma análise keynesiana do paradoxo da parcimônia indica que:

A) A redução do consumo amplia necessariamente a poupança total, pois o ajuste da renda não interfere no resultado das decisões individuais.

B) A queda dos gastos pode reduzir produção e renda, frustrando o aumento da poupança agregada pretendido pelas famílias.

C) O aumento da poupança desejada eleva automaticamente o investimento realizado, mesmo quando as empresas enfrentam vendas em queda.

D) A renda permanece estável porque o dinheiro não consumido constitui demanda por bens, compensando diretamente a redução das compras.

E) O menor consumo melhora a utilização das fábricas ao reduzir custos, de modo que o emprego se recupera sem aumento de outras despesas.



Gabarito explicativo:



1. B) A tradição liberal atribui aos preços e à concorrência um papel importante na coordenação de decisões descentralizadas. Empresas e consumidores respondem a incentivos em um ambiente de propriedade privada e liberdade contratual. Isso não exige ausência de instituições: a proteção de contratos e o funcionamento da concorrência dependem de regras. As demais opções subordinam as decisões privadas ao planejamento ou a prioridades administrativas, deslocando o mecanismo central solicitado.



2. D) Quando há desemprego e capacidade ociosa, investimentos públicos podem sustentar a demanda agregada e estimular produção e contratação. Na perspectiva keynesiana, a queda dos gastos privados pode prolongar uma recessão, e ajustes salariais não asseguram recuperação automática. A recomendação depende do contexto: não equivale a defender expansão permanente do gasto, independentemente de inflação, capacidade produtiva e condições de financiamento.



3. A) O monetarismo enfatiza a relação entre moeda, atividade e preços, atribuindo à expansão monetária persistente papel central na inflação de longo prazo. Friedman também criticou tentativas de ajustar continuamente a economia e defendeu regras para a política monetária. Conflitos distributivos e gargalos produtivos podem integrar outras explicações da inflação, mas não constituem a ênfase que identifica o monetarismo. Essa corrente não deve ser confundida com toda política contemporânea de combate à inflação.



4. C) Privatizações, abertura de mercados e ampliação da concorrência são medidas frequentemente associadas às orientações neoliberais. O termo possui usos distintos e não designa uma escola teórica homogênea. Seus defensores atribuem maior espaço à iniciativa privada, mas isso não implica eliminar todas as funções públicas. As demais alternativas destacam planejamento, controles ou proteção comercial como eixos principais, afastando-se do conjunto de medidas cobrado.



5. E) Na análise marxista, o trabalhador vende sua força de trabalho e pode produzir valor superior ao necessário para reproduzi-la. A diferença constitui a mais-valia apropriada pelo capital, em relações marcadas pela propriedade dos meios de produção. Essa interpretação situa a distribuição do excedente nas relações sociais, em vez de reduzi-la a preferências individuais ou a falhas de informação. A mais-valia não depende de vender mercadorias acima de seu valor.



6. A) A abordagem neoclássica analisa escolhas sob restrições, utilizando a comparação marginal entre benefícios e custos. No caso do consumidor, preferências, preços e renda delimitam as possibilidades de escolha. O benefício de uma unidade adicional, e não apenas a utilidade total de um bem, ajuda a explicar a distribuição da renda entre diferentes compras. Isso descreve um instrumento analítico, sem demonstrar que todas as decisões reais correspondam perfeitamente ao modelo.



7. D) A economia comportamental investiga como a apresentação das opções, as limitações cognitivas e outros fatores psicológicos influenciam decisões. O efeito de enquadramento ocorre quando diferentes formas de apresentar resultados equivalentes alteram as escolhas. Isso questiona a hipótese de que a decisão dependa somente dos resultados finais e seja invariável à apresentação. O enunciado não informa mudança de preços, renda ou resultados que justifique as demais explicações.



8. B) Custos de transação incluem despesas de obter informações, negociar, formular contratos, fiscalizar e assegurar o cumprimento de acordos. Na nova economia institucional, regras formais e informais influenciam esses custos e os incentivos à cooperação. Eles diferem dos custos de transformação, ligados à conversão de insumos em produtos. O caso destaca dificuldades da negociação e do cumprimento contratual, e não mudanças de tecnologia, utilidade marginal ou demanda agregada.



9. C) Hayek enfatiza que informações relevantes estão dispersas entre muitos participantes. Os preços oferecem sinais que permitem ajustar decisões sem que cada agente conheça todos os detalhes da economia. Essa coordenação não pressupõe informação perfeita ou conhecimento igualmente distribuído. A análise sustenta uma crítica à possibilidade de um planejador central reunir e utilizar integralmente esse conhecimento e valoriza processos descentralizados de descoberta.



10. E) O estruturalismo associado à CEPAL examina diferenças de produtividade, tecnologia e inserção internacional que dificultam o desenvolvimento. Uma orientação desenvolvimentista inspirada nessa tradição busca transformar a estrutura produtiva, ampliar capacidades tecnológicas e reduzir desigualdades. Isso não se confunde com proteger indefinidamente qualquer atividade existente. A especialização atual e a estabilidade monetária, isoladamente, não garantem a superação das limitações estruturais analisadas.



11. B) I e II estão corretas: a economia ecológica considera a inserção da economia nos sistemas naturais, enquanto a comportamental incorpora aspectos psicológicos das decisões. III é falsa porque instituições influenciam incentivos e custos de transação. IV é falsa porque, na análise monetarista, não há uma troca permanente entre inflação e desemprego: quando expectativas se ajustam, a expansão monetária não mantém indefinidamente o desemprego abaixo da taxa natural. Essa taxa não significa desemprego igual a zero.



12. D) Os termos corretos são demanda agregada, emprego e multiplicador. A queda dos gastos reduz a procura por bens e serviços; diante de recursos ociosos, investimentos públicos podem ampliar a produção e o emprego. A renda gerada pode estimular consumo adicional, produzindo repercussões sucessivas sobre a atividade. A intensidade desse efeito depende de fatores como a propensão a consumir e os vazamentos do circuito de gastos; não se trata de um resultado ilimitado.



13. A) A afirmação é incorreta porque a análise neoclássica dispõe de instrumentos para estudar falhas de mercado, inclusive externalidades. Quando custos ou benefícios atingem terceiros sem serem adequadamente considerados nas decisões privadas, podem ser examinadas intervenções como tributos, subsídios ou regulação. Reconhecer o papel dos preços não implica rejeitar essas medidas. As demais alternativas descrevem possibilidades compatíveis com as abordagens mencionadas, sem atribuir a elas uma única política obrigatória.



14. C) O texto relaciona produção, bem-estar e preservação dos ecossistemas, reconhecendo que o PIB não registra adequadamente todas as consequências da atividade econômica. A economia ecológica examina limites biofísicos e questiona a substituição irrestrita da natureza por capital fabricado. Portanto, elevar renda e produção não garante compensar a perda de funções ecológicas essenciais. As outras opções mantêm a expansão monetária ou a substituição plena da natureza como critérios suficientes, contrariando o segundo parágrafo.



15. E) A abordagem novo-keynesiana utiliza modelos que frequentemente combinam decisões individuais com rigidezes de preços ou salários e outras imperfeições. Essas características ajudam a explicar por que choques podem afetar produção e emprego. A pós-keynesiana enfatiza a incerteza fundamental e a importância da demanda efetiva também no longo prazo, sem aceitar uma tendência automática ao pleno emprego. Há diversidade interna em ambas, e a proximidade dos nomes não significa identidade teórica.



16. B) O paradoxo da parcimônia distingue a intenção individual de poupar do resultado agregado. Se muitas famílias reduzem o consumo ao mesmo tempo e outros gastos não compensam essa redução, as vendas, a produção e a renda podem cair. Assim, a tentativa de aumentar a poupança pode não elevar a poupança agregada realizada. Em uma economia fechada, a igualdade contábil entre poupança e investimento realizados não assegura que uma maior poupança desejada gere investimento adicional; o ajuste pode ocorrer pela queda da renda.

 

 


 

Por Jefferson Evandro Machado Ramos (professor e historiador graduado em História pela FFLCH-USP)

Publicado em 08/10/2026