Origem e História do Futebol Feminino no Brasil
Os primeiros registros do futebol praticado por mulheres no Brasil
A história do futebol feminino no Brasil começou em meio a uma sociedade que atribuía às mulheres papéis bastante restritos. Nas primeiras décadas do século XX, enquanto o futebol masculino se transformava rapidamente em um dos esportes mais populares do país, a presença feminina nos campos ainda era vista com estranhamento. Mulheres chegaram a participar de partidas e exibições esportivas, mas essas experiências eram frequentemente tratadas mais como curiosidade do que como competição legítima.
Os registros sobre os primeiros jogos não são inteiramente uniformes, porque muitas dessas partidas tiveram pouca documentação e receberam atenção limitada da imprensa. Ainda assim, sabe-se que, nas décadas de 1920 e 1930, equipes femininas começaram a aparecer em diferentes cidades brasileiras. O fenômeno ganhou visibilidade principalmente nos grandes centros urbanos, onde o crescimento dos clubes esportivos e das atividades de lazer criava novos espaços de sociabilidade.
O futebol feminino nas primeiras décadas do século XX
Durante a década de 1930, partidas entre mulheres passaram a despertar maior interesse do público. Algumas equipes surgiram vinculadas a bairros, clubes recreativos ou grupos independentes. No Rio de Janeiro e em São Paulo, por exemplo, jogos femininos chegaram a atrair espectadores e aparecer em jornais.
Esse crescimento encontrou forte resistência. Parte da sociedade acreditava que determinados esportes exigiam esforço físico considerado inadequado às mulheres. Médicos, dirigentes esportivos e setores conservadores sustentavam argumentos segundo os quais atividades como futebol, lutas e levantamento de peso poderiam prejudicar o corpo feminino.
Essas ideias estavam ligadas a concepções sociais mais amplas sobre feminilidade. Esperava-se que as mulheres preservassem determinadas características físicas e comportamentais consideradas compatíveis com os papéis de esposa e mãe. O futebol, marcado pelo contato corporal, pelas disputas de bola e pelo esforço intenso, contrariava essas expectativas.
A proibição do futebol feminino no Brasil
O principal obstáculo institucional surgiu durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. Em 14 de abril de 1941, o governo promulgou o Decreto-Lei nº 3.199, responsável por estabelecer bases para a organização dos esportes no Brasil. O texto determinava que as mulheres não poderiam praticar modalidades consideradas incompatíveis com as condições de sua natureza.
O decreto não apresentou inicialmente uma lista detalhada desses esportes. A definição ficou sujeita às autoridades esportivas, especialmente ao Conselho Nacional de Desportos. Na prática, o futebol passou a ser enquadrado entre as modalidades consideradas inadequadas para mulheres.
A restrição tornou-se ainda mais explícita em 1965. Naquele ano, uma deliberação do Conselho Nacional de Desportos relacionou várias modalidades proibidas às mulheres, entre elas futebol, futebol de salão, rúgbi, polo aquático e diferentes tipos de luta.
A proibição não estava baseada apenas em critérios esportivos. Ela refletia uma concepção de sociedade na qual o Estado interferia diretamente nos comportamentos considerados adequados para homens e mulheres. Por isso, a história do futebol feminino brasileiro também está relacionada à história dos direitos das mulheres e das mudanças nos costumes sociais.
Futebol feminino durante o período de proibição
Embora existissem restrições oficiais, as mulheres não abandonaram completamente o futebol. Durante as décadas em que a modalidade permaneceu proibida, partidas informais continuaram acontecendo em diferentes regiões do país. Algumas eram realizadas em campos de várzea, praias, festas populares ou eventos comunitários.
Essas jogadoras enfrentavam dificuldades que iam muito além da falta de competições oficiais. Quase não existiam estruturas específicas de treinamento, investimentos ou possibilidades de carreira. Muitas vezes, o simples ato de jogar futebol era motivo de críticas ou ridicularização.
A prática clandestina ou informal teve importância histórica porque manteve viva a presença feminina no esporte. Mesmo sem campeonatos nacionais organizados ou reconhecimento institucional, diferentes gerações de mulheres continuaram entrando em campo.
O fim da proibição e a retomada do futebol feminino
As transformações sociais ocorridas durante as décadas de 1960 e 1970 contribuíram para questionar antigas limitações impostas às mulheres. A expansão de movimentos feministas, as mudanças no mercado de trabalho e as novas discussões sobre igualdade de direitos atingiram também o universo esportivo.
Em 1979, o Conselho Nacional de Desportos revogou as normas que impediam oficialmente as mulheres de praticar determinadas modalidades. O fim da proibição, contudo, não significou uma transformação imediata da realidade.
O futebol feminino precisou ser regulamentado posteriormente. Em 1983, novas normas do Conselho Nacional de Desportos estabeleceram bases para a organização oficial da modalidade no país. A partir desse momento, tornou-se possível criar competições reconhecidas e desenvolver equipes de maneira mais estruturada.
A legalização abriu uma nova etapa, mas as condições ainda eram precárias. As equipes femininas tinham poucos recursos, muitas jogadoras conciliavam o esporte com outras atividades profissionais e o interesse dos grandes clubes era reduzido.
A formação da Seleção Brasileira Feminina
A organização da Seleção Brasileira Feminina ganhou maior consistência durante a década de 1980. Em 1988, o Brasil participou de um torneio internacional experimental organizado pela FIFA na China, competição importante no processo que levaria à criação da Copa do Mundo Feminina.
Muitas jogadoras daquela geração ainda atuavam em condições bastante diferentes das encontradas pelos jogadores profissionais. Faltavam estrutura permanente de treinamento, calendário regular e investimentos de longo prazo.
Mesmo diante dessas limitações, a formação de uma seleção nacional representou um passo decisivo. O Brasil passou a participar de competições internacionais com maior frequência, permitindo que suas jogadoras enfrentassem seleções de países nos quais o futebol feminino já possuía estruturas mais desenvolvidas.
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| Primeira seleção brasileira feminina de futebol, formada em 1988. |
O Brasil nas Copas do Mundo de Futebol Feminino
A primeira Copa do Mundo Feminina organizada oficialmente pela FIFA ocorreu em 1991, na China. O Brasil esteve presente desde essa edição inaugural, iniciando uma trajetória contínua na principal competição internacional da modalidade.
Nas primeiras participações, a seleção brasileira encontrou dificuldades para competir em igualdade de condições com equipes que já contavam com campeonatos nacionais mais estruturados. Apesar disso, o desenvolvimento técnico das jogadoras brasileiras tornou o país cada vez mais competitivo.
A campanha de maior destaque aconteceu em 2007, também na China. O Brasil chegou pela primeira vez à final de uma Copa do Mundo Feminina. A seleção terminou como vice-campeã após ser derrotada pela Alemanha.
Aquele torneio marcou uma geração particularmente importante para o futebol brasileiro. Jogadoras como Marta, Cristiane e Formiga ganharam enorme reconhecimento internacional e ajudaram a ampliar a visibilidade da modalidade dentro do próprio Brasil.
O futebol feminino brasileiro nos Jogos Olímpicos
O futebol feminino passou a integrar oficialmente os Jogos Olímpicos em 1996, na edição realizada em Atlanta, nos Estados Unidos. A Seleção Brasileira participou desde o primeiro torneio olímpico da modalidade.
O Brasil rapidamente se tornou uma das equipes mais competitivas. Em Atenas, em 2004, conquistou sua primeira medalha olímpica no futebol feminino ao terminar com a prata. Quatro anos depois, nos Jogos de Pequim de 2008, voltou a conquistar a medalha de prata.
Depois de outras campanhas importantes, a seleção brasileira voltou ao pódio nos Jogos Olímpicos de Paris, realizados em 2024. Novamente finalista, terminou a competição com a medalha de prata.
As campanhas olímpicas tiveram grande importância para a modalidade porque os Jogos atraem um público que vai além dos seguidores habituais do futebol. Em vários momentos, as partidas da seleção feminina alcançaram ampla audiência televisiva e estimularam discussões sobre as condições oferecidas às jogadoras brasileiras.
Marta e outras grandes jogadoras brasileiras
A história do futebol feminino brasileiro foi construída por diferentes gerações de atletas. Algumas atuaram quando a modalidade ainda possuía pouca estrutura e abriram caminho para as jogadoras que conquistariam reconhecimento internacional posteriormente.
Sissi foi uma das referências da seleção durante a década de 1990. Conhecida pela habilidade e pela qualidade técnica, destacou-se principalmente na Copa do Mundo de 1999.
Pretinha também participou de uma fase decisiva do crescimento da seleção brasileira. Atacante de grande presença ofensiva, esteve em diferentes Copas do Mundo e Jogos Olímpicos.
Formiga construiu uma das carreiras mais longas do futebol internacional. Sua trajetória atravessou várias gerações da Seleção Brasileira, transformando-a em símbolo de continuidade e resistência no esporte.
Cristiane tornou-se uma das principais atacantes da história do futebol feminino brasileiro. Durante muitos anos, destacou-se especialmente pela capacidade de marcar gols em competições internacionais.
Entre todas essas atletas, Marta alcançou projeção singular. Nascida em Alagoas, desenvolveu grande parte da carreira profissional fora do Brasil e foi reconhecida diversas vezes entre as melhores jogadoras do mundo. Sua habilidade, longevidade e desempenho pela Seleção Brasileira transformaram seu nome em uma das principais referências internacionais do futebol feminino.
A criação e o desenvolvimento das competições nacionais
A construção de um calendário nacional feminino ocorreu de maneira irregular durante muito tempo. Algumas competições surgiram e desapareceram, revelando as dificuldades financeiras e administrativas enfrentadas pela modalidade.
Um dos torneios mais conhecidos das décadas de 1980 e 1990 foi a Taça Brasil de Futebol Feminino. Equipes como o Radar, do Rio de Janeiro, tiveram papel importante nesse período e forneceram várias jogadoras para a Seleção Brasileira.
Posteriormente, diferentes formatos de campeonatos nacionais foram experimentados. A Copa do Brasil de Futebol Feminino começou a ser disputada em 2007, oferecendo uma competição de abrangência nacional.
Em 2013 foi criado o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. A competição passou por mudanças de formato e ganhou novas divisões, contribuindo para estabelecer um calendário mais regular. Paralelamente, campeonatos estaduais e categorias de base ganharam maior importância.
A profissionalização do futebol feminino no Brasil
A existência de competições regulares favoreceu um processo gradual de profissionalização. Grandes clubes passaram a estruturar departamentos femininos, contratar comissões técnicas e oferecer condições melhores de treinamento.
Um impulso importante veio de exigências estabelecidas por entidades esportivas. Regulamentos relacionados às competições organizadas pela Confederação Sul-Americana de Futebol e pela Confederação Brasileira de Futebol estimularam clubes masculinos a manter equipes femininas e categorias de formação.
Com isso, instituições tradicionais do futebol brasileiro passaram a investir de forma mais consistente na modalidade. O processo aumentou a quantidade de equipes competitivas e contribuiu para ampliar a visibilidade dos campeonatos.
Ainda assim, profissionalização não significa igualdade completa. As diferenças de orçamento, salários, estrutura e oportunidades continuam grandes quando o futebol feminino é comparado ao masculino.
Preconceito e desigualdades no futebol feminino
A trajetória do futebol feminino brasileiro foi marcada por obstáculos que não podem ser compreendidos apenas dentro das quatro linhas. Durante décadas, as jogadoras tiveram de enfrentar a ideia de que o futebol não seria um espaço apropriado para mulheres.
Mesmo depois da revogação das proibições legais, muitos desses preconceitos permaneceram presentes. Comentários sobre aparência física, comportamento e vida pessoal das atletas frequentemente receberam mais atenção do que seu desempenho esportivo.
Também existem desigualdades econômicas. Grande parte das jogadoras brasileiras ainda enfrenta condições profissionais muito inferiores às existentes no futebol masculino. Os clubes com maior investimento convivem com equipes que possuem orçamentos reduzidos e estruturas mais frágeis.
Essas diferenças têm raízes históricas. Enquanto o futebol masculino pôde desenvolver clubes, campeonatos, torcidas e mercados profissionais durante praticamente todo o século XX, o feminino passou décadas submetido a restrições institucionais.
O crescimento da popularidade e da cobertura da mídia
A presença do futebol feminino nos meios de comunicação aumentou consideravelmente desde o final do século XX. Copas do Mundo e Jogos Olímpicos tiveram papel fundamental nesse processo, principalmente quando a Seleção Brasileira alcançou fases decisivas.
A televisão passou a transmitir mais partidas, enquanto a internet e as redes sociais facilitaram o contato entre jogadoras, clubes e torcedores. Competições que anteriormente recebiam pouca atenção passaram a alcançar públicos maiores.
O espaço dedicado às atletas na imprensa esportiva também aumentou. O mesmo ocorreu com a presença de mulheres em outras áreas do futebol, como arbitragem, jornalismo, treinamento, gestão e comentários esportivos.
Esse crescimento ajuda a formar novas referências para crianças e adolescentes. Hoje, uma jovem interessada em futebol encontra exemplos de atletas brasileiras que disputaram grandes competições e construíram carreiras profissionais, situação muito diferente daquela vivida pelas primeiras gerações de jogadoras.
O futebol feminino brasileiro na atualidade
O futebol feminino brasileiro possui atualmente uma estrutura muito mais desenvolvida do que aquela existente nas últimas décadas do século XX. Há campeonatos nacionais organizados em diferentes divisões, competições estaduais, categorias de base e presença crescente de clubes tradicionais.
A evolução, porém, ainda apresenta diferenças profundas entre equipes e regiões. Alguns clubes oferecem departamentos profissionais consolidados, enquanto outros enfrentam limitações financeiras e estruturais. A formação de novas jogadoras também depende da expansão das categorias de base e de oportunidades esportivas nas escolas e comunidades.
Outro desafio é transformar o crescimento da audiência em sustentação econômica permanente. Para que a modalidade continue avançando, são necessários calendários estáveis, investimentos de longo prazo, formação de atletas e profissionais especializados e maior presença de público nos campeonatos nacionais.
A importância histórica do futebol feminino no Brasil
A história do futebol feminino no Brasil ultrapassa os resultados das competições. Durante décadas, mulheres precisaram disputar o próprio direito de entrar em campo. A proibição oficial iniciada na década de 1940 criou um obstáculo que retardou profundamente o desenvolvimento da modalidade.
Quando as restrições desapareceram, as dificuldades não terminaram. As jogadoras precisaram reconstruir espaços esportivos, conquistar reconhecimento e demonstrar que o futebol feminino poderia possuir público, qualidade técnica e importância social.
A trajetória percorrida desde as primeiras partidas do início do século XX até as grandes competições internacionais revela uma transformação significativa. O futebol feminino passou de prática combatida pelo poder público a modalidade representada em campeonatos nacionais, Copas do Mundo e Jogos Olímpicos.
Vale frisar que compreender sua história significa também observar mudanças ocorridas na própria sociedade brasileira. O avanço das mulheres no futebol acompanha uma ampliação mais ampla de sua presença em espaços anteriormente considerados masculinos. Cada geração de jogadoras recebeu conquistas das anteriores e, ao mesmo tempo, enfrentou novos desafios. Essa continuidade explica por que a história do futebol feminino brasileiro permanece em construção.
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| Marta com a camisa da Seleção Brasileira. A jogadora tornou-se uma das maiores referências da história do futebol feminino mundial e simboliza a projeção internacional alcançada pelas atletas brasileiras. |
Linha do tempo da História do Futebol Feminino no Brasil:
Décadas de 1920 e 1930: surgiram alguns dos primeiros registros de partidas de futebol praticadas por mulheres no Brasil, principalmente em centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo.
1941: o Decreto-Lei nº 3.199 estabeleceu que mulheres não poderiam praticar esportes considerados incompatíveis com sua condição, criando a base legal para a proibição do futebol feminino.
1965: o Conselho Nacional de Desportos publicou uma deliberação que tornou explícita a proibição da prática do futebol por mulheres, juntamente com outras modalidades consideradas inadequadas.
1979: as restrições oficiais ao futebol feminino foram revogadas, encerrando formalmente décadas de proibição da modalidade.
1983: o futebol feminino foi regulamentado oficialmente pelo Conselho Nacional de Desportos, permitindo maior organização de equipes e competições.
1988: a Seleção Brasileira Feminina participou de um torneio internacional experimental organizado pela FIFA na China, importante para a consolidação das competições mundiais femininas.
1991: o Brasil participou da primeira Copa do Mundo Feminina organizada oficialmente pela FIFA, realizada na China.
1996: a Seleção Brasileira Feminina participou do primeiro torneio olímpico de futebol feminino, realizado nos Jogos Olímpicos de Atlanta.
1999: o Brasil alcançou o terceiro lugar na Copa do Mundo Feminina realizada nos Estados Unidos, uma das melhores campanhas da seleção até aquele momento.
2004: a Seleção Brasileira conquistou sua primeira medalha olímpica no futebol feminino ao ficar com a prata nos Jogos de Atenas.
2007: o Brasil realizou sua melhor campanha em uma Copa do Mundo Feminina, chegando à final e terminando como vice-campeão após derrota para a Alemanha.
2008: a Seleção Brasileira conquistou novamente a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim.
2009: foi disputada a primeira edição da Copa Libertadores da América de Futebol Feminino, ampliando a participação dos clubes brasileiros em competições continentais.
2013: foi criado o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, contribuindo para a organização de um calendário nacional mais regular.
2017: o Campeonato Brasileiro Feminino passou por uma reformulação e ganhou duas divisões nacionais, fortalecendo a estrutura competitiva da modalidade.
2019: o futebol feminino recebeu maior visibilidade no país, com expansão das transmissões de partidas e maior presença de grandes clubes em competições nacionais.
2021: clubes brasileiros ampliaram investimentos em suas equipes femininas e o Campeonato Brasileiro passou a ter maior alcance de público e cobertura da imprensa esportiva.
2023: o Brasil participou de mais uma Copa do Mundo Feminina, disputada na Austrália e na Nova Zelândia, em um contexto de crescimento mundial da modalidade.
2024: a Seleção Brasileira Feminina conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, voltando ao pódio olímpico após 16 anos.
Por Jefferson Evandro Machado Ramos (professor e historiador graduado em História pela FFLCH-USP)
Publicado em 08/09/2026
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Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_de_Futebol_Feminino
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