Economia da China

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Indústrias chinesas: crescimento e poluição
Indústrias chinesas: crescimento e poluição

 

Introdução

 

A China possui atualmente uma das economias que mais crescem no mundo, embora tenha apresentado uma desaceleração nos últimos anos. A média de crescimento econômico deste país, nos últimos anos é de quase 7,5%. Uma taxa superior a das maiores economias mundiais, inclusive a do Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) da China atingiu, em valores correntes, US$ 12 trilhões ou 82,7 trilhões de iuanes em 2017 (com crescimento de 6,9%), fazendo deste país a segunda maior economia do mundo (fica apenas atrás dos Estados Unidos). Estas cifras apontam que a economia chinesa representa atualmente cerca de 15% da economia mundial.

 

Vejamos os principais dados e características da economia chinesa:

 

- Entrada da China, principalmente a partir da década de 1990, na economia de mercado, ajustando-se ao mundo globalizado;

 

- A China é o maior produtor mundial de alimentos: 513 milhões de suínos, 465 milhões de toneladas de grãos;

 

- É o maior produtor mundial de milho e arroz;

 

- Agricultura mecanizada, gerando excelentes resultados de produtividade;

 

- Aumento nos investimentos na área de educação, principalmente técnica;

 

- Investimentos em infraestrutura com a construção de rodovias, ferrovias, aeroportos e prédios públicos. Construção da hidrelétrica de Três Gargantas, a maior do mundo, gerando energia para as indústrias e habitantes;

 

- Investimentos nas áreas de mineração, principalmente de minério de ferro, carvão mineral e petróleo;

 

- Controle governamental dos salários e regras trabalhistas. Com estas medidas as empresas chinesas têm um custo reduzido com mão de obra (os salários são baixos), fazendo dos produtos chineses os mais baratos do mundo. Este fator explica, em parte, os altos índices de exportação deste país.

 

- Abertura da economia para a entrada do capital internacional. Muitas empresas multinacionais, também conhecidas como transnacionais, instalaram e continuam instalando filiais neste país, buscando baixos custos de produção, mão de obra abundante e mercado consumidor amplo.

 

- Incentivos governamentais e investimentos na produção de tecnologia.

 

- Participação no bloco econômico APEC (Asian Pacific Economic Cooperation), junto com Japão, Austrália, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Chile e outros países;

 

- A China é um dos maiores importadores mundiais de matéria-prima.

 

- No ano de 2017, com o crescimento do PIB em 6,9%, a economia da China demonstrou que está conseguindo se recuperar lentamente do abalo da crise econômica mundial (iniciada em 2008). Desta forma, está conseguindo manter seu crescimento num patamar elevado em comparação as outras grandes economias do mundo.

 

- O forte crescimento econômico dos últimos anos gera emprego, renda e crescimento das empresas chinesas. Porém, apresenta um problema para a economia chinesa que é o crescimento da inflação.

 

- Em 2017, a balança comercial chinesa foi positiva (superávit) em US$ 410 bilhões com exportações de US$ 2,204 trilhões e importações de US$ 1,794 trilhão. Em relação a 2016, as exportações aumentaram 10,8% e as importações tiveram aumento de 20%.

 

Outros dados da economia chinesa:

 

- Dívida pública: 47,6% do PIB (em 2017)

 

- Déficit público (porcentagem do PIB): 18,6% (em 2017)

 

- Dívida Externa: US$ 1,649 trilhão (em 2017 - estimativa)

 

- Inflação: 1,8% (em outubro de 2017)

 

- Taxa de Juros: 2,55% ao ano (em março de 2018).

 

- Impostos e taxas: 22,4% do PIB (em 2017).

 

- Força de trabalho por ocupação: serviços (42,4%), indústria (29,3%) e agropecuária (28,3%) - em 2017

 

- Taxa de crescimento industrial: 6,2% (em 2017).

 

Problemas atuais principais:

 

- Embora apresente todos estes dados de crescimento econômico, a China enfrenta algumas dificuldades. Grande parte da população ainda vive em situação de pobreza, principalmente no campo. A utilização em larga escala de combustíveis fósseis (carvão mineral e petróleo) tem gerado um grande nível de poluição do ar. Os rios também têm sido vítimas deste crescimento econômico, apresentando altos índices de poluição. Os salários, controlados pelo governo, coloca os operários chineses entre os que recebem uma das menores remunerações do mundo. Mesmo assim, o crescimento chinês apresenta um ritmo alucinante, podendo transformar este país, nas próximas décadas, na maior economia do mundo.