O que é Revolução no contexto da História?

 

Significado histórico (o que é)

 

Do ponto de vista histórico, a palavra revolução pode apresentar dois significados. Pode significar, por exemplo, uma evolução de um sistema de produção, ou seja, uma transformação. Neste contexto, podemos citar a Revolução Industrial (século XVIII), quando ocorreu um avanço nos sistemas de produção de mercadorias com a implantação das máquinas. Esta evolução acabou influenciando nas áreas sociais, econômicas e políticas da sociedade europeia do período. 


Num outro contexto pode significar uma mudança radical como, por exemplo, na Revolução Francesa. Neste fato histórico ocorreu uma mudança radical no sistema político, econômico e social da França no século XVIII.

 

 

Frases Exemplo:

 

1 - A Revolução Industrial modificou o modo de produção de mercadorias.

 

2 - Durante a Revolução Francesa, muitos nobres foram assassinados (fim do absolutismo) e a burguesia assumiu o poder.

 

 

Explicação das frases:

 

1 - A palavra revolução significa uma evolução, transformação.

 

2 - A palavra revolução está empregada no sentido de mudança rápida, violenta e radical.



Exemplos de revoluções na História:

 

- Revolução Francesa (final do século XVIII): processo revolucionário que levou à queda da monarquia absolutista na França, instaurando um governo republicano e influenciando movimentos democráticos em todo o mundo.


- Revolução Industrial (segunda metade do século XVIII): transformação econômica e social marcada pelo avanço tecnológico, mecanização da produção e urbanização, iniciada na Inglaterra e espalhada pelo mundo ao longo dos séculos seguintes.


- Revolução Russa (começo do século XX): movimento que derrubou o regime czarista e levou à ascensão do comunismo na Rússia, resultando na criação da União Soviética sob liderança do Partido Bolchevique.


- Revolução Americana (final do século XVIII): conflito que resultou na independência das Treze Colônias da América do Norte em relação à Grã-Bretanha, culminando na criação dos Estados Unidos da América.


- Revolução Mexicana (início do século XX): conflito social e político que derrubou a ditadura de Porfirio Díaz, resultando em reformas agrárias, nacionalismo econômico e uma nova constituição em 1917.

- Revolução Cubana (1959): movimento liderado por Fidel Castro que derrubou a ditadura de Fulgencio Batista e instaurou um governo socialista em Cuba, resultando em profundas reformas sociais, econômicas e no alinhamento do país com a União Soviética durante a Guerra Fria.

 

- Revolução Iraniana (1979): movimento popular que depôs o xá Reza Pahlavi e instaurou uma república islâmica sob liderança do aiatolá Khomeini, transformando o Irã em um Estado teocrático.


- Revolução Chinesa (primeira metade do século XX): processo que levou à vitória do Partido Comunista Chinês sobre o governo nacionalista, culminando na fundação da República Popular da China em 1949.


- Revolução Haitiana (1791-1804): única revolta de escravizados bem-sucedida da história, que levou à independência do Haiti da França e à abolição da escravidão na ilha de São Domingos.


- Revolução Egípcia de 2011 (parte da Primavera Árabe): levante popular que derrubou o governo de Hosni Mubarak, impulsionado pelo descontentamento com corrupção, desemprego e repressão política no Egito.

 



Palavras derivadas:

 

Revolucionário (aquele que participa da revolução ou defende ideias de transformação radical), revolucionador, revolucionamento (processo de revolucionar-se) e revolucionado.

 

 

Etimologia (origem da palavra)

 

Revolução tem origem na expressão em latim revolutìo,ónis, que significa "ato de mexer ou revirar".

 

Manifestação de civis e soldados na Revolução Russa de 1917

Manifestação de civis e soldados em Petrogrado durante a Revolução Russa de 1917.

 

 


 

 

 

Dicas do professor: Como o conceito de Revolução e exemplos históricos costumam ser cobrado em provas, vestibulares e ENEM?



1. Conceito de revolução nas Ciências Humanas.

O conceito de revolução costuma ser cobrado a partir da ideia de ruptura profunda e acelerada com uma ordem social, política, econômica ou cultural existente. As questões exigem a compreensão de que uma revolução implica transformações estruturais, diferindo de reformas graduais, e envolve mudanças significativas nas relações de poder, nas instituições e, em muitos casos, nas formas de organização da sociedade.


2. Diferença entre revolução, revolta e reforma.

Os vestibulares e o ENEM frequentemente exploram a distinção conceitual entre revolução, revolta e reforma. As questões avaliam a capacidade de identificar a revolta como um movimento localizado e limitado, a reforma como uma mudança gradual dentro da ordem vigente e a revolução como um processo amplo, capaz de alterar as bases do sistema político, econômico ou social.


3. Revoluções políticas e sociais na História Moderna e Contemporânea.

É comum a cobrança de exemplos de revoluções políticas e sociais que provocaram mudanças estruturais. As provas costumam abordar casos como a Revolução Francesa, associada ao fim do absolutismo e à afirmação dos direitos civis, e a Revolução Russa, relacionada à derrubada do regime czarista e à implantação de um Estado socialista, exigindo a compreensão de seus impactos de longo prazo.


4. Revoluções econômicas e tecnológicas.

As questões frequentemente tratam das revoluções de caráter econômico e produtivo, especialmente a Revolução Industrial. Avalia-se a compreensão de que esse tipo de revolução transformou profundamente os modos de produção, as relações de trabalho e a organização social, sem necessariamente envolver a tomada imediata do poder político.


5. Elementos comuns aos processos revolucionários.


Os vestibulares e o ENEM exploram fatores recorrentes nos processos revolucionários, como crises econômicas, desigualdades sociais, insatisfação política, circulação de novas ideias e mobilização de grupos sociais. As questões exigem a análise de como esses elementos se articulam para criar condições favoráveis à ruptura com a ordem estabelecida.


6. Limites, resultados e interpretações históricas das revoluções.

As provas costumam cobrar uma leitura crítica das revoluções, destacando que seus resultados nem sempre correspondem integralmente às expectativas iniciais. Avalia-se a capacidade de compreender que processos revolucionários podem gerar avanços sociais e políticos, mas também conflitos, autoritarismos e contradições, sendo interpretados de diferentes maneiras conforme o contexto histórico e o enfoque historiográfico.

 

 


 

Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Professor graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).