Unidades de Proteção Integral

Veja no texto abaixo o que são as unidades de proteção integral, tipos e características.

Parque Nacional da Amazônia: exemplo de Unidade de Proteção Integral
Parque Nacional da Amazônia: exemplo de Unidade de Proteção Integral

 

O que são (definição)


As Unidades de Proteção Integral são áreas do território brasileiro destinadas à proteção e conservação ambiental. Foram definidas no ano 2000 pelo SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação). Estas unidades são administradas pelo ICMbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

 

Objetivos principais:

 

- Preservação total e integral da biodiversidade.

 

- Desenvolvimento de pesquisas científicas de caráter ambiental.

 

- Possibilitar o lazer de forma monitorada e controlada, garantindo a preservação do meio ambiente nestas unidades (verificar abaixo as restrições).

 

Tipos (categorias de manejo):

 

1 - Reservas biológicas


São unidades em que deve ocorrer a total preservação ambiental (fauna, flora, recursos naturais). Nestas áreas não pode ocorrer visitação de pessoas, nem qualquer tipo de intervenção humana. É liberada apenas para visitação com finalidade pedagógica. Atualmente existem 60 reservas biológicas no Brasil.

 

Exemplos: Reserva Biológica Guaporé, Reserva Biológica Gurupi, Reserva Biológica Bom Jesus, Reserva Biológica Pedra Talhada e Reserva Biológica Poço das Antas.

 

 

2 - Estações Ecológicas

 

O que é, aspectos gerais e função

 

Uma estação ecológica é uma das 12 categorias de unidade de conservação (UC). Toda estação ecológica está sob a responsabilidade do poder público, sendo a maioria delas administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Incluída na classe conhecida como Proteção Integral, uma estação ecológica é criada com o objetivo de conservar a natureza e possibilitar a execução de pesquisas científicas.



Os atributos de uma estação ecológica são:


- É conhecida pela sigla ESEC.

- Área de posse e domínio público, ou seja, não pertence a uma única pessoa. As áreas particulares que existirem no local em que será implantada uma estação devem ser desapropriadas.


- No mínimo 90% da sua extensão deve ser destinada à proteção integral da biota, ou seja, não deve receber alteração, como retirada da vegetação ou extração de qualquer recurso.

- A visitação pública é permitida, desde que seja com o objetivo de educação ambiental.

- Pode receber algumas poucas alterações desde que sejam autorizadas e estejam compatíveis com o plano de manejo da estação. Por exemplo, coleta de componentes do ecossistema (partes da vegetação, animais, amostras de solo ou água), contanto que tenha fim científico.

 

Os benefícios da implantação de uma estação ecológica

 

Nosso planeta agrega uma enorme quantidade de comunidades ecológicas. A continuação das interações ecológicas estabelecidas entres os indivíduos dessas comunidades depende de ações humanas. Uma delas é a criação de estações ecológicas, nas quais a interação dos seres com o meio físico e com outros seres pode se perpetuar.


Em muitas áreas os mais diferentes ecossistemas brasileiros (marinho, floresta, cerrado, etc.) estão modificados por intervenções humanas. Os pesquisadores podem usar parâmetros para comparar eventos biológicos em áreas alteradas com aqueles em áreas dentro de uma estação ecológica. Essa última serve como modelo de como a natureza funcionava antes da intervenção.

 

Foto da Estação Ecológica de Jureia-Itatins

Estação Ecológica de Jureia-Itatins: localizada no litoral Sul de São Paulo.

 

 

 

3 - Refúgios da Vida Silvestre


São unidades ambientais com a função de servir de áreas para a reprodução e manutenção da vida dos animais. Desta forma, deve haver total preservação dos ecossistemas, que garantem a manutenção da vida animal nestas áreas. Atualmente existem dezessete refúgios da vida silvestre no Brasil.

 

Exemplos: Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos, Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas, Refúgio de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos, Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia.

 

 

4 - Parques Ambientais


São áreas em que deve ocorrer a preservação ambiental. Porém, existe a abertura para visitação de pessoas, assim como a existência de turismo ambiental. Existem regras específicas que determinam o funcionamento destes parques. Atividades voltadas para educação e conscientização ambiental também podem ocorrer nestas unidades. Atualmente existem 71 parques ambientais no Brasil.

 

Exemplos: Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, Parque Nacional da Amazônia, Parque Nacional do Alto Cariri, Parque Nacional de Anavilhanas e Parque Nacional do Araguaia.

 

Foto de Fernando de Noronha

Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha: exemplo de parque ambiental.

 

 

5 - Monumentos Naturais


São áreas que possuem monumentos naturais que devem ser preservados. Estes monumentos naturais se caracterizam por apresentar importância científica, beleza estética natural, características ecológicas específicas, etc. Nestas áreas também pode ocorrer visitação pública, desde que haja respeito e preservação das áreas e monumentos.

 

Exemplos: Monumento Natural das Falésias de Beberibe, Monumento Natural do Rio São Francisco, Pedra do Baú e Monumento Natural Estadual da Pedra Grande.

 

Foto da Pedra do Baú

Pedra do Baú: localizado na cidade de São Bento do Sapucaí (São Paulo) é um exemplo de monumento natural.

 

 

 




atualizado em 20/10/2020