90 Questões sobre a História do Brasil Colonial

 

QUESTÕES SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL (1500 a 1822)




1. A distribuição dos povos ameríndios que habitavam o território posteriormente denominado Brasil pode ser compreendida a partir de dois grandes blocos culturais: tupis‑guaranis e tapuias. Qual das alternativas apresenta uma afirmação coerente com essa classificação?


a) Os povos tupi‑guarani compartilhavam proximidade cultural e linguística, ocupando quase toda a costa, enquanto o termo tapuia era usado para designar grupos de língua distinta.
b) O termo tupi‑guarani referia‑se a um clã localizado apenas no interior, e os tapuias ocupavam toda a faixa litorânea.
c) Os tapuias dominavam as regiões costeiras e controlavam o comércio, e os tupis‑guaranis viviam isolados no sertão.
d) A designação tupi‑guarani dizia respeito a povos de origem africana que habitavam as áreas litorâneas.
e) Os tapuias eram agrupamentos ligados aos portugueses que chegaram a ocupar o litoral antes dos tupi‑guaranis.



2. Na organização social dos tupis, algumas práticas de subsistência se destacavam. Qual alternativa retrata de modo adequado a vida econômica e social desse grupo?

a) Os tupis se dedicavam à pecuária extensiva e produziam excedentes agrícolas para exportação.
b) A caça, a pesca e a agricultura de subsistência eram atividades centrais, sendo comum a queimada para preparar a terra e a migração quando os recursos se esgotavam.
c) A economia tupi era baseada no comércio com os europeus e no cultivo de trigo.
d) A principal atividade tupi era o cultivo de algodão para abastecer as demandas da Metrópole.
e) Os tupis adotaram rapidamente técnicas europeias de irrigação, produzindo excedentes para o mercado interno.



3. Nos relatos de viajantes e missionários sobre os indígenas, havia uma clara diferenciação entre índios tidos como “bons” ou “maus”. Que critério predominava nessas descrições?

a) A distinção era feita segundo o domínio de técnicas agrícolas modernas.
b) O grau de resistência aos portugueses definia se o grupo era retratado de forma positiva ou negativa.
c) A classificação dependia da cor da pele e da religião professada.
d) Os cronistas julgavam os índios de acordo com a adesão às ideias mercantilistas.
e) O critério principal era o domínio de línguas europeias.



4. Dentre as diversas formas de oposição às tentativas de sujeição, algumas comunidades indígenas adotaram o isolamento, deslocando‑se para regiões distantes. Qual foi a consequência desse comportamento?

a) Possibilitou a preservação integral de suas práticas culturais e a manutenção das terras férteis do litoral.
b) Representou, ainda que em limites estreitos, uma forma de preservar parte de seu patrimônio biológico e cultural, mesmo que isso significasse migrar para áreas menos favoráveis.
c) Resultou na rápida assimilação pelos colonizadores e na participação direta no comércio europeu.
d) Levou ao abandono da agricultura e ao retorno a hábitos nômades de caça exclusiva.
e) Favoreceu a formação de grandes centros urbanos no interior sob liderança indígena.



5. A economia da colônia nos anos iniciais, após a chegada dos portugueses, pautou‑se na exploração de um recurso natural específico. Qual era essa atividade?

a) O cultivo de cana‑de‑açúcar para exportação em larga escala.
b) A extração do pau‑brasil, em colaboração com os grupos indígenas, para obtenção de madeira e corante.
c) A mineração de ouro e prata destinada à Coroa.
d) A produção de algodão para abastecer as frotas portuguesas.
e) A pesca de baleias para exportar óleo para a Europa.



6. Na extração do pau‑brasil, os indígenas desempenharam papel fundamental. Qual alternativa explica a forma como essa participação se dava?

a) Os indígenas realizavam o corte de madeira e recebiam em troca objetos simples como tecidos e ferramentas, atividades que podiam ser integradas aos seus padrões de vida.
b) A derrubada de árvores era executada exclusivamente por europeus, que remuneravam os indígenas com salários.
c) Os tupis impunham altos tributos aos portugueses em troca da madeira, o que gerou conflitos constantes.
d) O corte de pau‑brasil era proibido aos indígenas, que apenas transportavam os troncos.
e) As populações indígenas forneciam mão‑de‑obra apenas no transporte marítimo da madeira até Lisboa.



7. Sobre a origem do nome “Brasil”, escolha a alternativa que melhor corresponde à explicação da historiografia moderna.

a) O nome derivou do fato de o território ter sido inicialmente percebido como ilha, associado a lendas medievais.
b) O termo está associado à principal riqueza dos primeiros tempos: a madeira de cor vermelha usada como corante e na construção.
c) “Brasil” significa “cruz sagrada”, em referência à devoção católica dos colonizadores.
d) Os portugueses batizaram a terra com o sobrenome de um navegante célebre.
e) O nome provém de uma palavra indígena que significa “terra de peixes”.



8. O Tratado de Tordesilhas foi uma tentativa de solucionar disputas territoriais entre Portugal e Espanha. Qual era sua essência desse tratado?

a) Estabelecer uma linha imaginária que determinava quais descobertas pertenceriam a cada Coroa, ainda que sua aplicação fosse objeto de controvérsias.
b) Definir que todas as terras descobertas seriam posse de Portugal, excluindo a Espanha.
c) Criar um governo comum para administrar as colônias em nome de ambas as Coroas.
d) Instituir um imposto a ser cobrado por cada território recém‑descoberto.
e) Garantir liberdade de comércio para os franceses em todo o litoral americano.



9. Ao longo do século XVI, a França representou grande ameaça à posse portuguesa da colônia. Qual alternativa explica essa ameaça?

a) Os franceses contestavam a validade do Tratado de Tordesilhas e passaram a explorar o pau‑brasil, praticando pirataria ao longo da costa extensa e de difícil vigilância.
b) A França defendia a submissão total a Portugal e atuou como aliado contra outros europeus.
c) A coroa francesa comprou o direito de colonizar o território, expulsando os portugueses pacificamente.
d) A ameaça francesa se restringiu a acordos comerciais, sem interesse em ocupação territorial.
e) A França concentrou‑se apenas no comércio de especiarias na África, ignorando o Brasil.



10. A expedição de Martim Afonso de Sousa assinalou transição entre reconhecimento e colonização efetiva. Qual aspecto dessa expedição aponta para essa transição?

a) Seu principal propósito era explorar minas de ouro escondidas no interior.
b) Ela tinha o objetivo de patrulhar a costa e fundar uma colônia com concessões de terras, iniciando povoamento permanente.
c) A missão consistia em catequizar todas as tribos e evitar o comércio com estrangeiros.
d) O único propósito era buscar uma rota marítima direta para a Ásia.
e) Martim Afonso de Sousa foi encarregado de elaborar um tratado de paz com as potências europeias rivais.



11. O sistema de capitanias hereditárias dividiu a nova terra em frações atribuídas a capitães‑donatários. Qual é a característica correta desse sistema?

a) A colônia foi dividida em quinhões paralelos ao equador entregues a donatários ligados à Coroa, com o intuito de promover a ocupação.
b) Todas as capitanias foram vendidas a grandes nobres portugueses sem qualquer exigência de colonização.
c) A divisão fixou apenas limites imaginários sem qualquer concessão efetiva de terras.
d) A Coroa doou as capitanias a ordens religiosas que as administraram diretamente.
e) As capitanias foram instituídas para financiar a construção de fortificações urbanas nas principais cidades.



12. Sobre o perfil dos capitães‑donatários, pode‑se afirmar que:

a) Eram todos membros da grande nobreza portuguesa e dispunham de imensos recursos.
b) Formavam um grupo diversificado de pequenos nobres, burocratas e comerciantes ligados à Coroa, sem representantes da alta nobreza.
c) Eram constituídos majoritariamente por estrangeiros com experiência em colonização espanhola.
d) Incluíam somente membros do clero e militares, excluindo civis.
e) Todos eram mercadores genoveses contratados para explorar metais preciosos.



13. Em relação à natureza da posse das capitanias hereditárias, é verdadeiro afirmar que:

a) Os donatários tornavam‑se proprietários absolutos das terras, podendo vendê‑las livremente.
b) A posse era provisória e a Coroa podia modificar ou extinguir a capitania; a propriedade não era plena.
c) Não havia qualquer forma de posse, pois as capitanias eram meras linhas no mapa.
d) A Coroa cedeu a plena soberania sobre as capitanias a governos estrangeiros.
e) Os donatários tinham ização para herdar a terra, mas não para explorá‑la economicamente.



14. Entre os poderes concedidos aos capitães‑donatários destacavam‑se:

a) Somente o direito de comerciar pau‑brasil, ficando outras atividades sob controle real.
b) Extensos poderes econômicos e administrativos, incluindo arrecadação de tributos e ização para instalação de engenhos e moinhos.
c) A capacidade de eleger seus próprios sucessores e proclamar leis independente da Coroa.
d) Apenas o comando de tropas militares em caso de invasão estrangeira.
e) A imposição de tributos sobre as atividades religiosas e culturais nas aldeias indígenas.



15. O sistema de sesmarias contribuiu para a formação de grandes propriedades rurais. Sobre esse sistema, é correto afirmar que:

a) As sesmarias eram pequenas glebas urbanas concedidas a artesãos portugueses.
b) Tratava‑se de terras virgens doadas com a obrigação de cultivá‑las em prazo determinado, obrigação muitas vezes descumprida, favorecendo a concentração fundiária.
c) Eram territórios indígenas mantidos sob proteção da Igreja, sem exploração agrícola.
d) As sesmarias eram terrenos coletivos administrados pelos próprios colonos sem intervenção da Coroa.
e) O sistema exigia pagamento antecipado de impostos pesados para obter a concessão.



16. Com exceção das capitanias de São Vicente e Pernambuco, a maioria fracassou. Quais fatores explicam esse resultado?

a) A abundância de recursos naturais e a estabilidade política.
b) Falta de recursos, conflitos internos, inexperiência e ataques indígenas, fatores que afetaram negativamente a maioria das capitanias.
c) A interferência constante da Inglaterra na administração das capitanias.
d) O excesso de mão‑de‑obra disponível, que provocou desinteresse dos donatários.
e) A inexistência de incentivos reais à exploração do pau‑brasil pelos europeus.



17. Sobre o destino das capitanias hereditárias no decorrer do tempo, é correto afirmar que:

a) Permaneceram sempre sob domínio privado, garantindo autonomia total aos donatários.
b) Foram gradualmente compradas pela Coroa e integradas ao domínio público, tornando‑se unidades administrativas do Estado.
c) Foram transferidas à administração espanhola após acordos internacionais.
d) Deram origem a Estados independentes que se uniram ao Brasil apenas após a República.
e) Foram todas abolidas ainda no século XVI sem qualquer desdobramento administrativo.



18. A instituição do governo geral no Brasil decorreu de circunstâncias internas e externas. Qual alternativa expressa de forma correta essa decisão?

a) Resultou de pressão exclusiva da Igreja para centralizar o poder na colônia.
b) Foi motivada pela crise do comércio português na Ásia e pelo fracasso das capitanias, evidenciando a necessidade de organizar a administração colonial.
c) Ocorreu porque o Brasil havia se tornado a principal fonte de metais preciosos para a Coroa.
d) Derivou de imposição espanhola para garantir o cumprimento do Tratado de Tordesilhas.
e) Surgiu da revolta dos donatários que exigiam maior autonomia administrativa.



19. Tomé de Sousa é lembrado como o primeiro governador geral. Qual foi a finalidade central de sua missão?

a) Explorar minas de ouro e prata no interior do país.
b) Garantir a posse territorial, organizar as rendas da Coroa, fundar a cidade de Salvador e implementar cargos como ouvidor e capitão‑mor para consolidar a administração.
c) Implantar imediatamente a produção de café em larga escala.
d) Expulsar os jesuítas e instalar tribunais militares em todas as capitanias.
e) Celebrar tratados comerciais com as nações indígenas para obter monopólio das especiarias.



20. Durante a instalação do governo geral, foram criados cargos específicos para assegurar a administração. Quais funções são atribuídas a esses cargos?

a) O ouvidor administrava a justiça, o capitão‑mor vigilava a costa e o provedor‑mor controlava e ampliava a arrecadação, constituindo assim uma estrutura administrativa.
b) O ouvidor era encarregado de catequese, o capitão‑mor cuidava apenas da pesca e o provedor‑mor dirigia as escolas.
c) O ouvidor representava os interesses da Igreja, o capitão‑mor presidia o conselho municipal e o provedor‑mor supervisionava as missões indígenas.
d) Os cargos tinham funções meramente cerimoniais, sem qualquer responsabilidade efetiva.
e) Eram postos reservados exclusivamente a membros do clero, sem participação de laicos.



21. A chegada de jesuítas com Tomé de Sousa tinha finalidades específicas. Qual era o objetivo principal dessa ordem religiosa?

a) Explorar metais preciosos e enviar lucros diretamente à Metrópole.
b) Catequizar os indígenas e disciplinar o clero local, buscando integrá‑los à organização colonial.
c) Administrar as finanças da colônia em nome da Coroa.
d) Recrutar indígenas para integrar o exército europeu em guerras na Ásia.
e) Instalar escolas de comércio voltadas apenas aos colonos europeus.



22. Mesmo com a criação do governo geral, havia dificuldades de comunicação entre as capitanias. Qual aspecto demonstra essa limitação?

a) A existência de um correio terrestre eficiente ligando todas as capitanias.
b) A correspondência entre jesuítas revelava isolamento, pois notícias entre as capitanias viajavam com lentidão, às vezes sendo mais rápido receber informações de Lisboa do que da Bahia.
c) A construção de estradas e ferrovias ligando as capitanias permitia trocas constantes de informações.
d) Os capitães‑donatários enviavam relatos diários a Salvador, que eram compilados em um jornal oficial.
e) As capitanias mantinham um serviço regular de navios a vapor para transporte de cartas.



23. No processo de consolidação da colonização, a Metrópole portuguesa definiu um modelo de exploração econômica. Qual alternativa sintetiza esse modelo?

a) Incentivo à pequena propriedade para abastecer o mercado interno e impedir a exportação.
b) Organização de empresas comerciais voltadas para alguns produtos exportáveis em grande escala, assentadas na grande propriedade, visando atender aos interesses de acumulação de riqueza na Metrópole.
c) Proibição de qualquer produção agrícola, restringindo a colônia à atividade missionária.
d) Estímulo à indústria manufatureira no território colonial para substituir as importações europeias.
e) Criação de um sistema bancário autônomo para financiar a expansão militar na Europa.



24. A adoção do trabalho compulsório na colônia relaciona‑se a fatores específicos. Qual alternativa corresponde a esses fatores?

a) Existência de mão‑de‑obra assalariada abundante e barata, que era preferida pelos proprietários.
b) Escassez de trabalhadores dispostos a emigrar e inconveniência do trabalho assalariado para os objetivos da colonização, diante da disponibilidade de terras que permitia aos assalariados buscar outras formas de vida.
c) Interesses religiosos que impunham a escravidão como preceito de fé.
d) Oferta de trabalhadores qualificados vinda de outras colônias portuguesas, tornando a escravidão supérflua.
e) Exigência de potências europeias rivais para que o trabalho fosse compulsório.



25. Por que o trabalho assalariado não era considerado conveniente pelos grandes proprietários da colônia?

a) Porque o clima tropical impedia o pagamento de salários justos.
b) Dada a ampla disponibilidade de terras, trabalhadores assalariados poderiam abandonar as fazendas e buscar outras oportunidades, dificultando a fixação da força de trabalho.
c) Porque os colonos não tinham dinheiro suficiente para pagar salários regulares.
d) Em razão de leis de Portugal que proibiam qualquer forma de remuneração de trabalhadores.
e) Porque os próprios donos das terras eram obrigados a executar todas as tarefas sem auxílio externo.



26. A transição da escravidão indígena para a africana deve‑se a diversos fatores. Qual alternativa expressa um desses fatores?

a) O preço dos escravos africanos era mais baixo que o dos indígenas em todas as regiões.
b) A economia açucareira conseguia absorver o custo mais alto dos escravos africanos, de maior valor, enquanto a escravização indígena se mostrou menos eficiente e foi gradualmente abandonada.
c) Os escravos indígenas tinham maior resistência às doenças trazidas pelos europeus, tornando‑os preferidos.
d) As ordens religiosas sempre se opuseram ao uso de africanos por considerá‑los incompatíveis com a cultura europeia.
e) O transporte de africanos era inviável por causa das correntes marítimas.



27. Qual é o principal argumento apresentado pelo  para explicar a incompatibilidade da cultura indígena com o trabalho intensivo e compulsório?

a) Falta de inteligência para compreender as ordens dos colonizadores.
b) As comunidades indígenas realizavam apenas o necessário para sua subsistência, dedicando tempo a rituais, celebrações e guerras, e não possuíam noções de trabalho contínuo ou de produtividade como as que os europeus pretendiam impor.
c) Ausência de habilidades manuais para trabalhar na agricultura.
d) Rejeição total ao convívio com qualquer outro grupo social.
e) Intuito dos indígenas de permanecer isolados no interior, sem contato com outras comunidades.



28. No Brasil Colonial, quais eram as duas principais políticas destinadas a sujeitar os indígenas?

a) A escravização pura e simples pelos colonos e o esforço missionário de aldeamento e educação para transformá‑los em “bons cristãos” com hábitos de trabalho europeus.
b) A concessão de direitos políticos a todos os indígenas e a proposta de autogoverno.
c) A criação de escolas indígenas e a isenção de tributos.
d) A expulsão de todos os indígenas para outras colônias e a instalação de comunidades europeias em seus lugares.
e) A liberação imediata de todos os indígenas seguida de distribuição de terras.



29. Nas missões jesuíticas, a expressão “bons cristãos” estava associada a que prática?

a) A renúncia total à terra e a adoção de vida nômade.
b) A incorporação de hábitos de trabalho europeus e a participação disciplinada na organização colonial, além da conversão religiosa.
c) O abandono de qualquer forma de trabalho para se dedicar apenas à oração.
d) A formação de aldeias autônomas independentes da influência da Igreja.
e) A imposição de obrigações militares sem qualquer tipo de catequese.



30. O preconceito dos colonizadores em relação aos indígenas é evidenciado por declarações como a do padre Manuel da Nóbrega, que afirmava que os índios:

a) Eram “sábios e diligentes como os europeus”.
b) Eram “cães em se comerem e matarem”, tendo hábitos considerados indecorosos, expressão de menosprezo cultural.
c) Tinham “valores morais superiores aos dos colonizadores”.
d) Eram “incapazes de se adaptar à religião cristã”.
e) Deveriam ser “líderes naturais das novas vilas fundadas pelos portugueses”.



31. As populações indígenas ofereceram diferentes formas de resistência à escravidão e ao trabalho compulsório. Quais meios de resistência são destacados?

a) Resistência pacífica por meio de protestos escritos enviados à Coroa.
b) Guerra, fuga e recusa ao trabalho, estratégias que dificultavam a sujeição.
c) Aceitação passiva seguida de pedido de compensações financeiras.
d) Adoção de táticas militares europeias para se unir às tropas portuguesas.
e) Negociação direta com os comerciantes para definir condições de trabalho.



32. No Brasil Colonial, os indígenas possuíam melhores condições de resistir à escravização do que os africanos escravizados porque:

a) Conheciam o território em que viviam, enquanto os africanos estavam em terras desconhecidas, o que dava aos primeiros maior capacidade de fuga e de organização de rebeliões.
b) Recebiam armamentos da Coroa para se defenderem dos colonos.
c) Tinham apoio financeiro de outros países europeus.
d) Eram protegidos por leis portuguesas que proibiam qualquer tipo de trabalho forçado.
e) Possuíam alianças permanentes com os jesuítas para expulsar os colonizadores.



33. Uma das causas que levaram a preferir a escravidão africana à indígena foi a “catástrofe demográfica” que afetou os povos ameríndios. De que se trata essa catástrofe?

a) Declínio da fertilidade indígena causado por mudanças climáticas.
b) Uma série de epidemias como sarampo, varíola e gripe, para as quais os indígenas não tinham defesa biológica, provocando a morte de milhares deles.
c) A guerra constante entre as próprias tribos, que reduziu drasticamente a população.
d) A decisão da Coroa de exterminar todos os indígenas para liberar as terras.
e) A migração voluntária em massa para outras regiões do continente.



34. Na descrição do mercantilismo, o  destaca que se tratava de um conjunto de normas de política econômica. Qual é um dos princípios centrais dessa doutrina?

a) O incentivo irrestrito à liberdade de comércio entre todas as nações.
b) A ideia de que um Estado só pode ganhar às custas de outro e, portanto, deve atrair e reter metais preciosos por meio de políticas protecionistas, como restrições à entrada e saída de bens.
c) O afastamento completo do Estado das questões econômicas, deixando tudo a cargo da iniciativa privada.
d) A distribuição equitativa de riquezas entre as colônias para evitar conflitos internacionais.
e) A imposição de tributos apenas sobre produtos agrícolas, isentando a manufatura.



35. O chamado “exclusivo” colonial português consistia em:

a) Liberar o comércio interno da colônia para todas as nações europeias.
b) Garantir à metrópole a exclusividade do comércio externo da colônia, impedindo que navios estrangeiros transportassem mercadorias ou que produtos não portugueses chegassem diretamente à colônia.
c) Conceder autonomia aos portos coloniais para negociar com quaisquer parceiros.
d) Restringir a produção colonial apenas aos artigos de luxo destinados à corte.
e) Determinar que todas as exportações deveriam passar por intermediários holandeses.



36. Uma das metas do “exclusivo” colonial era:

a) Elevar os preços pagos aos produtos coloniais na própria colônia.
b) Deprimir ao máximo os preços pagos na colônia por seus produtos exportáveis, para aumentar os lucros da metrópole na revenda.
c) Proibir qualquer tipo de comércio entre a colônia e a metrópole.
d) Isentar de tributos os comerciantes que atuassem em nome da Coroa.
e) Transferir a administração econômica para empresas francesas.



37. A aplicação do mercantilismo português não foi sempre consistente. Qual fator contribuiu para as brechas nesse sistema?

a) A existência de contrabando e a posição de Portugal na hierarquia das nações europeias, que impossibilitavam o monopólio total do comércio colonial.
b) A inexistência de rotas comerciais entre Portugal e a colônia.
c) O desinteresse da Coroa portuguesa em exportar metais preciosos.
d) A proibição, por parte da Inglaterra, do uso de navios portugueses em rotas atlânticas.
e) A aliança entre Portugal e França para dividir as receitas do comércio.



38. De acordo com o , qual foi uma das principais relações comerciais de Portugal no século XVI que influenciou o sistema colonial?

a) Comércio exclusivo com a Rússia, importando tecidos e exportando sal.
b) Parceria com a Holanda, cujos navios transportavam sal, vinho e açúcar em troca de manufaturados, queijos e cobre, demonstrando que Portugal dependia de outras nações para escoar seus produtos.
c) Monopólio absoluto com a China, comprando seda e vendendo pau‑brasil.
d) Acordo com a Espanha para dividir igualmente as receitas da mineração americana.
e) Tratado com o Império Otomano para controlar as rotas do Mediterrâneo.



39. O “exclusivo” colonial oscilou ao longo do tempo. Qual fase se caracterizou por relativa liberdade comercial antes da imposição de exclusividade dos navios portugueses?

a) O período final do domínio espanhol, quando se restringiu o comércio com a colônia.
b) O intervalo entre a instalação das capitanias e o início do século XX.
c) Uma fase de liberdade comercial que antecedeu a exclusividade decretada pela Coroa, período em que a economia açucareira começou a expandir‑se.
d) O final do século XVIII, quando já não se praticava o mercantilismo.
e) A fase após a independência, quando Portugal abriu mão do monopólio comercial.



40. O modelo colonial conhecido como plantation é descrito como:

a) Uma pequena propriedade diversificada voltada para o consumo interno.
b) Uma grande propriedade agrícola sustentada por trabalho escravo e dedicada à produção de um gênero de exportação.
c) Uma empresa estatal que controlava todas as fazendas de açúcar.
d) Um tipo de assentamento urbano destinado à atividade manufatureira.
e) Uma aldeia missionária voltada exclusivamente para a catequese.



41. Historiadores como Francisco Carlos Teixeira da Silva e Ciro Flamarion Cardoso formularam críticas ao conceito de plantation. Que ponto central trazem essas críticas?

a) A plantation jamais existiu no Brasil; era apenas uma invenção literária.
b) A obsessão com o modelo plantation obscureceu a diversidade socioeconômica, a importância das áreas periféricas e a presença de pequenos proprietários no meio rural.
c) O sistema de grande propriedade foi imposto apenas após a independência.
d) A colonização portuguesa adotou sempre propriedades coletivas administradas por índios.
e) A plantation era um empreendimento exclusivo da Igreja, sem participação da Coroa.



42. Durante a fase colonial da História do Brasil, a Coroa portuguesa interessava‑se em diversificar a produção e garantir gêneros alimentícios, enquanto alguns proprietários resistiam a essa ideia. Isso mostra:

a) A inexistência de conflito entre interesses privados e objetivos do Estado.
b) Que, embora houvesse diferenças entre Coroa e proprietários, a Metrópole buscava equilibrar a grande empresa exportadora com a produção de alimentos para consumo interno.
c) Que a Coroa pretendia abolir completamente as plantações de exportação.
d) Que todos os proprietários rurais concordavam em produzir apenas para o mercado interno.
e) Que a Coroa não tinha qualquer interesse na alimentação da população colonial.



43. No debate historiográfico atual, a importância do campesinato na sociedade colonial tem sido ressaltada. Como se caracteriza esse grupo?

a) Era inexistente, pois só havia grandes senhores e escravos.
b) Compreendia pequenos proprietários rurais que viviam de sua própria produção, mostrando que a estrutura social era mais variada do que se supunha.
c) Era composto exclusivamente por indígenas que se recusavam a trabalhar nas plantações.
d) Era um segmento urbano dedicado ao comércio de especiarias.
e) Era um grupo de mercadores estrangeiros com grandes fortunas.



44. O modelo de monocultura escravista deixou marcas profundas mesmo após a independência. Quais são as marcas apontadas?

a) A abolição completa da escravidão e a instalação imediata de pequenas propriedades.
b) A manutenção da grande propriedade, a dependência de poucos produtos de exportação e a persistência de relações de trabalho baseadas na escravidão e seus efeitos.
c) A superação da ligação com o exterior e a industrialização rápida do país.
d) A substituição do trabalho compulsório por um sistema de contratos rurais equitativos.
e) A transformação da colônia em uma república liberal logo após a independência.



45. O  estabelece um contraste entre a colonização do Brasil e a da Nova Inglaterra (nordeste dos Estados Unidos). Qual é esse contraste?

a) Ambas seguiram o mesmo padrão de plantation e escravidão.
b) Na Nova Inglaterra, instalaram‑se pequenos proprietários que inicialmente produziam para sua subsistência e depois para as plantações do sul, com produção diversificada e lucros concentrados na colônia.
c) Nos Estados Unidos, a escravidão foi abolida desde o início da colonização.
d) No Brasil, predominou a pequena propriedade e nos Estados Unidos, a grande propriedade.
e) Ambos os territórios permaneceram isolados do mercado internacional até o século XX.



46. O relacionamento entre Estado e Igreja no Brasil colonial era marcado por:

a) Independência completa entre as instituições, sem interferência mútua.
b) Subordinação da Igreja ao Estado por meio do padroado, com divisão de tarefas: ao Estado cabia garantir a soberania e administrar, enquanto a Igreja exercia grande influência sobre a vida cotidiana e a formação moral.
c) Domínio absoluto da Igreja sobre a administração civil, excluindo o poder real.
d) Cooperação eventual apenas em casos de guerra, sem ligação institucional.
e) Adoção de religiões protestantes como oficiais da colônia.



47. Entre as responsabilidades do Estado na organização da colônia, estavam:

a) A evangelização dos indígenas e a venda de indulgências.
b) A garantia da soberania portuguesa, a instalação de uma administração, o povoamento, a definição do tipo de mão‑de‑obra e o estabelecimento das relações entre Metrópole e colônia.
c) A fabricação de tecidos e objetos religiosos para exportação.
d) A criação de universidades e academias científicas na primeira fase da colonização.
e) A autonomia completa das vilas e cidades, sem qualquer supervisão.



48. A Igreja desempenhava papel relevante na sociedade colonial. Esse papel consistia em:

a) Controlar as almas, educar e transmitir a ideia de obediência, inclusive ao poder estatal, sendo instrumento eficaz para legitimar a ordem estabelecida.
b) Administrar exclusivamente os bens materiais da Coroa.
c) Proibir qualquer forma de comemoração religiosa de origem popular.
d) Exercer apenas funções judiciais em conflitos civis.
e) Organizar a economia rural e definir preços dos produtos agrícolas.



49. A importância dos sacramentos e ritos religiosos na vida e morte dos habitantes da colônia evidencia:

a) A pouca influência da Igreja nos eventos decisivos da vida colonial.
b) Que a entrada na comunidade, a conformidade com padrões de vida decente e a partida sem pecado dependiam de atos monopolizados pela Igreja, como batismo, crisma, casamento e extrema‑unção.
c) Que os ritos religiosos foram abolidos logo após a chegada dos jesuítas.
d) Que apenas os nobres tinham acesso aos sacramentos.
e) Que os sacramentos eram administrados por funcionários civis, sem participação do clero.



50. Os atritos entre colonizadores e padres a respeito dos indígenas ocorreram porque:

a) Os padres desejavam escravizar os indígenas em maior escala do que os colonos.
b) As ordens religiosas buscavam proteger os indígenas da escravidão enquanto os colonos desejavam utilizá‑los como mão‑de‑obra; contudo, os missionários também não valorizavam a cultura indígena.
c) Os colonos queriam que os jesuítas governassem as capitanias.
d) Ambos defendiam a manutenção dos hábitos indígenas sem interferência.
e) A Igreja insistia na expulsão de todos os colonos portugueses para preservar as aldeias.



51. O  propõe dividir a história do Brasil colonial em três períodos. Qual critério principal justifica essa periodização?

a) A quantidade de produtos exportados pela colônia.
b) As mudanças estruturais na colonização: reconhecimento e posse iniciais, consolidação do governo geral ao fim do século XVIII e transformações que levaram à crise do sistema colonial e aos movimentos pela independência.
c) A alternância de governadores gerais a cada década.
d) O surgimento de cidades e vilas em sequência cronológica.
e) A variação do clima e da vegetação no território brasileiro.



52. O primeiro período da história colonial caracteriza‑se por:

a) Forte produção manufatureira e diversificação econômica.
b) Reconhecimento do território, posse e escasso comércio, sem colonização efetiva.
c) Imediata instalação de grandes engenhos e intensificação da escravidão africana.
d) Revoltas generalizadas e declaração de independência.
e) Criação de universidades e instituições científicas de pesquisa.



53. Durante o segundo período da história colonial, que se estende por mais de dois séculos, houve:

a) Uma paralisação completa das atividades econômicas.
b) Montagem e consolidação da colonização, com avanços e recuos, sob o governo geral.
c) Abolição do trabalho compulsório e adoção de mão‑de‑obra assalariada.
d) Domínio francês na administração do Brasil.
e) Transformação imediata da colônia em reino autônomo.



54. O terceiro período do Brasil colonial, que antecede a independência, é marcado por:

a) Estabilidade total e ausência de qualquer mudança social.
b) Transformações na ordem mundial e nas colônias, gerando crise do sistema colonial e movimentos pela independência.
c) Consolidação definitiva da escravidão indígena.
d) Expulsão de todos os colonos portugueses pelo governo espanhol.
e) Declínio da influência de ideias liberais na colônia.



55. A crise do Antigo Regime e do sistema colonial contribuiu para:

a) Estagnar a economia portuguesa e interromper o comércio com a colônia.
b) Desencadear movimentos de rebeldia e questionamento da dominação metropolitana, que abririam caminho para a independência.
c) Fortalecer o poder absoluto do rei sem contestação.
d) Expandir a escravidão indígena para todas as regiões.
e) Abandonar completamente o conceito de propriedade privada.



56. O fluxo regular de escravos africanos para São Paulo só se intensificou:

a) Nas primeiras décadas de contato com a África, quando já predominava o plantio de café.
b) A partir do momento em que a região passou a ser mais rentável devido às descobertas de ouro no interior, o que justificou a importação de africanos em número considerável.
c) Imediatamente após a chegada dos portugueses, que ali concentraram seus esforços de colonização.
d) Quando os indígenas se recusaram a trabalhar em qualquer atividade agrícola.
e) Após a abolição da escravidão na colônia.



57. Entre as ameaças estrangeiras sofridas pelo Brasil colonial destacam‑se as invasões francesas e holandesas. Que aspecto caracteriza essas invasões?

a) Foram sempre bem‑sucedidas e resultaram no domínio permanente do território.
b) Representaram tentativas de estabelecer enclaves comerciais e coloniais, como no Rio de Janeiro e no Maranhão, desafiando a ocupação portuguesa.
c) Forçaram Portugal a entregar a colônia à Espanha em troca de proteção.
d) Limitavam‑se à ocupação de pequenas ilhas no Atlântico sem importância.
e) Eram campanhas de evangelização patrocinadas pelo papado.



58. O mercantilismo português diferia de outros por causa da posição de Portugal na Europa. O que isso significou?

a) A capacidade de monopolizar totalmente o comércio colonial.
b) A necessidade de negociar com potências como Holanda e Inglaterra, abrindo brechas na aplicação rigorosa do “exclusivo”.
c) A imposição de tarifas proibitivas a todos os produtos estrangeiros.
d) A recusa em permitir qualquer atuação de comerciantes estrangeiros na colônia.
e) A aliança exclusiva com a França para controlar o tráfico negreiro.



59. Embora o Tratado de Tordesilhas estabelecesse limites teóricos, sua aplicação prática foi problemática porque:

a) Portugal possuía instrumentos geográficos avançados para medir longitudes.
b) Nunca foi possível determinar com precisão a localização da linha divisória, o que gerou controvérsias quanto à pertença de territórios e incentivou expedições de ambos os países.
c) A linha passava inteiramente sobre terra firme, facilitando a delimitação.
d) Estabelecia apenas limites marítimos sem tocar a terra.
e) Era respeitado por todas as potências sem questionamentos.



60. A expedição de Martim Afonso de Sousa trouxe colonos que receberam terras não hereditárias em São Vicente. Qual foi a importância dessa experiência?

a) Demonstrou que apenas a exploração de ouro era lucrativa na colônia.
b) Serviu de transição entre as expedições de reconhecimento e a colonização, criando um núcleo estável de povoamento e incentivando a criação das capitanias hereditárias.
c) Foi responsável pelo fim definitivo das relações com os indígenas.
d) Garantiu o controle espanhol sobre o litoral brasileiro.
e) Introduziu a exploração de petróleo na colônia.



61. Duarte Coelho, um dos capitães‑donatários, ficou conhecido por:

a) Fundar a cidade de Salvador e se tornar o primeiro governador geral.
b) Destacar‑se em Pernambuco, com êxito na colonização, apesar de possuir poucos recursos, o que contrasta com os insucessos de outros donatários.
c) Ter sido o único grande nobre a aceitar uma capitania.
d) Proibir a cultura do açúcar em seus domínios.
e) Ser responsável por abolir a escravidão em todas as capitanias.



62. O sistema de sesmarias, apesar de exigir cultivo em prazo determinado, raramente cumprido, resultou em:

a) Fragmentação das terras em pequenos lotes familiares.
b) Formação de latifúndios com limites mal definidos e concentração de propriedade.
c) Distribuição igualitária de terras entre colonos e indígenas.
d) Cooperação coletiva entre vários sesmeiros para explorar a mesma área.
e) Restituição das terras à Coroa diante de qualquer descumprimento.



63. As tensões entre colonos e padres resultavam de perspectivas distintas sobre a exploração dos indígenas. Qual delas está correta?

a) Os colonos defendiam aldeamentos indígenas para integrá‑los à produção agrícola, enquanto os padres se opunham à catequese.
b) As ordens religiosas buscavam proteger os índios da escravização, mesmo desrespeitando sua cultura, enquanto os colonos pretendiam escravizá‑los sem restrição.
c) Os colonos pretendiam libertar todos os indígenas e conceder‑lhes direitos políticos imediatos.
d) A disputa consistia em decidir qual religião deveria ser ensinada aos indígenas, pois havia forte influência muçulmana.
e) Os padres procuravam proibir o trabalho agrícola dos índios, defendendo a caça e a pesca como únicas ocupações.



64. Uma das consequências das epidemias trazidas pelos europeus foi:

a) O aumento da população indígena, que se adaptou rapidamente às doenças.
b) A morte de grande número de indígenas, provocando fome no Nordeste por falta de braços para cultivar alimentos.
c) O surto de novas variedades agrícolas resistentes às doenças.
d) A migração em massa dos europeus para o interior, em busca de proteção.
e) O fortalecimento das tribos indígenas, que passaram a dominar as áreas de plantio.



65. A combinação de grande propriedade e escravidão gerou consequências sociais profundas, como:

a) A igualdade social entre todos os habitantes da colônia.
b) A acentuação das divisões sociais, com senhores de grandes propriedades de um lado e escravos e trabalhadores dependentes de outro.
c) A rápida industrialização e urbanização das regiões canavieiras.
d) A inexistência de qualquer distinção entre colonos e indígenas.
e) A abolição imediata da escravidão após a independência.



66. Sobre o modo de vida dos tupis, pode‑se afirmar que:

a) Era centrado na criação de grandes rebanhos bovinos para exportação.
b) Incluía caça, pesca, agricultura de subsistência e migrações conforme as necessidades, com economia voltada ao consumo interno das aldeias.
c) Dependia exclusivamente do tributo cobrado de outras tribos.
d) Tinha como foco principal a produção de açúcar para o comércio com a Metrópole.
e) Baseava‑se na mineração intensiva de metais preciosos.



67. O ritual do canibalismo praticado entre alguns grupos tupis estava associado:

a) À intenção de eliminar o inimigo apenas por prazer.
b) À obtenção de prestígio e renovação das alianças dentro da sociedade, sendo parte integrante das guerras.
c) À proibição de qualquer forma de guerra e violência.
d) A um costume introduzido pelos portugueses para intimidar os rivais europeus.
e) A um rito de passagem de jovens para a vida adulta sem conotação bélica.



68. Na relação entre colonizadores e grupos indígenas, alianças estratégicas foram estabelecidas. Qual alternativa apresenta um exemplo disso?

a) O apoio dos tupis de São Paulo à conquista da Vila de Piratininga, contribuindo para resistir aos tamoios e demonstrando que os portugueses encontravam aliados entre povos indígenas.
b) A aliança definitiva entre os aimorés e os franceses para expulsar os portugueses.
c) A submissão voluntária de todas as tribos ao domínio português, sem qualquer resistência.
d) A coalizão entre todos os grupos indígenas para proibir o comércio com os europeus.
e) A criação de uma federação indígena com liderança exclusiva dos jesuítas.



69. O imaginário europeu sobre a nova terra foi marcado por nomes sugestivos antes de se consolidar a denominação “Brasil”. Dentre esses nomes figurava:

a) “Terra dos Papagaios”, enfatizando a abundância de fauna exótica percebida pelos primeiros informantes italianos.
b) “Reino do Açúcar”, em referência à produção de cana‑de‑açúcar.
c) “Nação Tupi”, devido ao reconhecimento precoce dos povos indígenas.
d) “América do Sul”, como designação oficial logo após a descoberta.
e) “Ilha do Ouro”, destacando as reservas de metais preciosos.



70. Uma técnica agrícola indígena posteriormente incorporada pelos colonizadores foi:

a) O uso de arado de ferro e irrigação por canais.
b) A derrubada e queimada de árvores para preparar a terra, que serviu de base à agricultura de subsistência.
c) A utilização de tratores manuais para plantio de milho.
d) A construção de terraços em áreas montanhosas para cultivo de batata.
e) A irrigação por aspersão utilizando bombas movidas a vento.



71. O contato entre europeus e indígenas resultou na formação de uma população mestiça. Essa miscigenação é descrita como:

a) Uma união sem importância demográfica, restrita às classes altas.
b) Um processo que, apesar da violência cultural e das epidemias sofridas pelos índios, gerou uma população mestiça que ainda hoje marca a sociedade brasileira.
c) Um fenômeno exclusivamente urbano e insignificante para a formação da cultura.
d) Algo que ocorreu apenas após a independência.
e) Um fato irrelevante, pois os portugueses sempre se casaram entre si.



72. O termo “tapuia” usado pelos tupis‑guaranis designava:

a) Tribos que falavam a mesma língua tupi‑guarani.
b) Grupos indígenas que falavam outras línguas, sendo um termo genérico para povos distintos da língua dominante.
c) Povos escravizados pelos portugueses.
d) Nomes dados a animais da floresta.
e) Navegadores europeus que se instalaram no litoral.



73. A independência do Brasil resultou de vários fatores. Que elementos contribuíram para esse processo?

a) Apenas fatores internos ligados à economia do ouro.
b) Um conjunto de fatores internos e externos, sendo que as influências externas, como as ideias liberais e revoluções na Europa, imprimiram um rumo inesperado aos acontecimentos.
c) Única e exclusivamente a ação de Portugal, que desejava transformar o Brasil em reino autônomo.
d) A iniciativa isolada dos indígenas em expulsar os colonizadores.
e) Uma decisão da Inglaterra de conceder independência às colônias portuguesas.



74. A revolução liberal que irrompeu em Portugal, no início da década 1820, apresentou contradições para os brasileiros. Qual era a principal contradição?

a) Era um movimento absolutista que procurava reforçar o poder do rei contra a sociedade.
b) Embora se inspirasse em ideais liberais e considerasse a monarquia absoluta ultrapassada, procurava subordinar novamente o Brasil aos interesses da burguesia portuguesa, limitando a influência inglesa.
c) Pretendia conceder independência imediata ao Brasil, contra a vontade dos portugueses.
d) Defendia o retorno de Napoleão ao poder e a dissolução das Cortes.
e) Buscava abolir a escravidão em todas as colônias portuguesas sem qualquer planejamento econômico.



75. Entre as crises que motivaram a revolução portuguesa, qual das alternativas abaixo apresenta a principal?

a) Apenas a crise militar decorrente de derrotas em guerras coloniais.
b) Crises política, econômica e militar: ausência do rei e dos órgãos de governo, liberdade de comércio que favorecia o Brasil e a presença de oficiais ingleses no exército português.
c) Crise cultural causada pela influência da literatura francesa.
d) Falência do sistema agrário na Ásia.
e) Crise ambiental decorrente da exploração intensiva das matas europeias.



76. Segundo o , os militares desempenharam papel importante no processo revolucionário. Que fato ilustra essa importância?

a) O exército português sempre apoiou a manutenção do absolutismo e se opôs a qualquer reforma.
b) A revolução começou entre militares descontentes em Portugal e repercutiu no Brasil com rebeliões de tropas em Belém e Salvador, que instituíram juntas governativas.
c) As tropas permaneciam alheias aos acontecimentos políticos e nunca se rebelaram.
d) Todos os oficiais portugueses foram substituídos por estrangeiros.
e) A principal reivindicação dos militares era tornar o Brasil uma província espanhola.



77. A questão do retorno de Dom João VI à Metrópole dividiu opiniões. Quem defendia cada posição?

a) A “facção portuguesa”, formada por altas patentes militares, burocratas e comerciantes interessados em subordinar o Brasil à Metrópole, defendia o retorno do rei, enquanto o “partido brasileiro”, constituído por grandes proprietários rurais e burocratas nascidos no Brasil, era contrário.
b) O partido brasileiro queria o retorno do rei para declarar independência imediatamente.
c) A facção portuguesa incluía apenas padres e índios, enquanto o partido brasileiro era composto por comerciantes franceses.
d) Ambos os grupos eram formados por portugueses recém-chegados que pretendiam abolir a escravidão.
e) Não havia divergências; todos concordavam com o retorno imediato do rei.



78. O chamado “partido brasileiro” não era um partido organizado, mas sim:

a) Uma organização clandestina de aristocratas que planejava transformar o Brasil em monarquia absolutista.
b) Uma corrente de opinião formada por proprietários rurais, burocratas e alguns comerciantes portugueses ajustados à nova realidade, articulando‑se sobretudo por meio de lojas maçônicas.
c) Um movimento popular que pretendia abolir a escravidão e instaurar a república.
d) Uma associação religiosa dedicada à catequese indígena.
e) Um grupo de mercenários contratados pela Inglaterra para promover a emancipação.



79. As lojas maçônicas tiveram grande importância nas articulações políticas do período pré‑independência. Qual foi sua atuação?

a) Serviam como centros de arrecadação de tributos para a Coroa.
b) Funcionavam como espaços secretos de organização, reunindo indivíduos iniciados para combater as tiranias e a Igreja, sendo no Brasil núcleos antiabsolutistas cujos membros mais extremados defendiam a independência.
c) Eram escolas de artes e ofícios administradas por padres jesuítas.
d) Organizaram expedições militares contra países vizinhos.
e) Agiam como tribunais responsáveis por julgar crimes cometidos na colônia.



80. A participação de padres e maçons em movimentos revolucionários demonstra:

a) Que a Igreja e a maçonaria sempre estiveram em guerra aberta na colônia.
b) Que muitos padres aderiram à causa antiabsolutista, atuando em clubes e lojas secretas ao lado de maçons na preparação de movimentos como a Revolução de 1817.
c) Que nenhum religioso participou de qualquer ato de rebeldia, obedecendo sempre à Coroa.
d) Que os maçons eram contrários à independência brasileira.
e) Que a maçonaria era proibida por lei e não teve qualquer influência.



81. O retorno de Dom João VI a Portugal ocorreu porque:

a) O rei pretendia anexar a Espanha ao reino português.
b) Temendo perder o trono, Dom João decidiu voltar à Metrópole, deixando no Brasil seu filho Pedro como príncipe regente.
c) A Coroa portuguesa aboliu a monarquia e implantou a república.
d) Os brasileiros exigiram o retorno imediato e impediram a permanência da corte.
e) A Inglaterra pressionou para que a família real se deslocasse para Londres.



82. Nas eleições para as Cortes realizadas no Brasil, o que ocorreu?

a) Foram eleitos majoritariamente deputados portugueses, reforçando a subordinação ao reino.
b) Quase todos os eleitos eram nascidos no Brasil, incluindo alguns defensores radicais da independência.
c) As eleições foram suspensas devido à falta de interesse dos habitantes.
d) Somente representantes da Igreja participaram das Cortes.
e) As C