15 Questões sobre o Período Regencial
QUESTÕES DE TESTE SOBRE O PERÍODO REGENCIAL NO BRASIL (1831 a 1840):
1. O Período Regencial iniciou-se após a abdicação de D. Pedro I. Assinale a alternativa que melhor explica o motivo da necessidade de regências nesse momento.
A. A população brasileira rejeitou completamente a monarquia e exigiu um sistema republicano imediato.
B. O herdeiro do trono, D. Pedro II, ainda era menor de idade, o que impossibilitava seu governo direto.
C. O Brasil estava sob intervenção militar britânica, que controlava as decisões políticas.
D. O Império foi dividido em regiões independentes, que necessitavam de líderes provisórios.
E. A Constituição de 1824 havia sido anulada, e o país aguardava uma nova carta constitucional.
2. Qual foi a principal característica do Período Regencial que o diferenciou do Primeiro Reinado?
A. A presença de estabilidade política garantida pela autoridade de um monarca adulto.
B. O fortalecimento das instituições republicanas que substituíram a monarquia.
C. A instabilidade marcada por revoltas regionais e disputas políticas entre facções.
D. O domínio absoluto da aristocracia rural sem resistência popular.
E. A total ausência de conflitos sociais em virtude da harmonia entre províncias.
3. Durante o Período Regencial, surgiram os partidos políticos que marcaram a vida política do Império. Qual alternativa apresenta corretamente esses agrupamentos?
A. Partido Federalista e Partido Democrata.
B. Partido Republicano e Partido Nacional.
C. Partido Social e Partido Monárquico.
D. Partido Popular e Partido Imperial.
E. Partido Liberal e Partido Conservador.
4. Sobre a Regência Trina Provisória, é correto afirmar:
A. Foi formada logo após a abdicação de D. Pedro I, com caráter emergencial.
B. Teve duração longa, consolidando grande estabilidade política.
C. Foi chefiada exclusivamente por militares e líderes estrangeiros.
D. Conseguiu eliminar todas as tensões regionais do país.
E. Representou o auge da centralização política no Império.
5. Assinale a alternativa INCORRETA sobre as regências no Brasil.
A. Houve tanto regências trinas quanto regências unas.
B. A regência una de Feijó foi marcada por forte instabilidade.
C. A maioridade de D. Pedro II foi antecipada para conter as crises.
D. Todas as regências ocorreram com total ausência de revoltas regionais.
E. O Período Regencial foi considerado uma experiência de governo sem monarca.
6. Qual foi a principal consequência da antecipação da maioridade de D. Pedro II, conhecida como “Golpe da Maioridade”?
A. O fim imediato da monarquia brasileira.
B. A pacificação parcial do país, com o fortalecimento da centralização imperial.
C. A transformação do Brasil em uma república federativa.
D. A derrota definitiva de Portugal na América.
E. A consolidação da autonomia das províncias frente ao imperador.
7. O Código de Processo Criminal de 1832 representou uma medida importante do Período Regencial. Assinale a alternativa que melhor explica seu impacto.
A. Ampliou o poder das províncias, descentralizando parte da justiça.
B. Estabeleceu a independência total do Judiciário brasileiro em relação ao governo central.
C. Foi responsável por abolir a escravidão em todo o território brasileiro.
D. Criou um sistema eleitoral universal para todos os cidadãos.
E. Estabeleceu o voto secreto para todas as eleições do Império.
8. Assinale a alternativa que melhor descreve o Ato Adicional de 1834.
A. Foi uma reforma que aumentou a centralização do poder no Rio de Janeiro.
B. Foi uma medida que extinguiu a figura dos presidentes de província.
C. Foi uma alteração na Constituição que descentralizou o poder e criou as Assembleias Legislativas provinciais.
D. Foi uma lei que instituiu o fim da monarquia e o início da república.
E. Foi um decreto que manteve a Constituição inalterada até o fim do Império.
9. A Regência Una de Feijó ficou marcada por:
A. Forte repressão a qualquer manifestação política popular.
B. Instabilidade gerada por revoltas e sua dificuldade em governar.
C. Total apoio das elites rurais e ausência de conflitos sociais.
D. Criação de um governo republicano e democrático duradouro.
E. Apoio irrestrito das províncias ao governo central.
10. Durante o Período Regencial, ocorreram diversas revoltas. Qual alternativa apresenta corretamente uma dessas revoltas?
A. Guerra dos Emboabas em Minas Gerais.
B. Guerra do Contestado em Santa Catarina.
C. Revolta da Armada no Rio de Janeiro.
D. Revolta dos Malês na Bahia.
E. Revolta da Vacina em São Paulo.
11. Assinale a alternativa INCORRETA sobre a Revolta dos Malês.
A. Foi uma revolta de escravizados muçulmanos que buscavam liberdade.
B. Aconteceu na cidade de Salvador, na província da Bahia.
C. Foi rapidamente reprimida pelas autoridades imperiais.
D. Teve caráter religioso e social, unindo diferentes grupos em torno da causa muçulmana.
E. Conseguiu estabelecer um governo independente por décadas.
12. O Período Regencial é lembrado como um dos mais turbulentos da história do Império. Uma das principais explicações para isso foi:
A. A ausência de um monarca adulto e a forte disputa entre grupos políticos.
B. A aliança estável entre liberais e conservadores, que eliminou qualquer conflito.
C. A total submissão das províncias ao poder central sem resistência.
D. A falta de interesse das elites regionais em participar da política nacional.
E. A completa ausência de participação popular nos movimentos sociais.
13. A Revolta Farroupilha, ocorrida durante o Período Regencial, tinha como principal motivação:
A. A oposição dos indígenas ao avanço da pecuária.
B. A revolta dos militares contra a monarquia portuguesa.
C. O desejo de independência de províncias do Norte em relação ao Sul.
D. A luta contra a abolição da escravidão imposta pelo governo central.
E. O descontentamento com os altos impostos sobre produtos como o charque.
14. O Período Regencial é considerado uma experiência singular na história do Brasil. Qual alternativa melhor explica esse caráter?
A. Foi um período em que o país se tornou uma federação republicana.
B. Foi uma experiência de governo sem a figura de um monarca adulto.
C. Foi marcado pela completa ausência de participação popular.
D. Foi caracterizado pela supremacia de um único partido político.
E. Foi o início da república proclamada no Brasil.
15. Entre as revoltas do Período Regencial, destaca-se a Cabanagem. Qual foi sua principal característica?
A. Foi uma revolta de elites que desejavam manter privilégios políticos.
B. Foi uma rebelião militar exclusiva de oficiais do Exército.
C. Foi uma guerra internacional entre Brasil e países vizinhos.
D. Foi um movimento popular no Pará, marcado por grande violência e participação de grupos marginalizados.
E. Foi uma revolta pacífica que resultou em concessões rápidas do governo.
GABARITO COM EXPLICAÇÕES:
1. B
A necessidade de regências decorreu do fato de o herdeiro do trono ser menor de idade, o que impedia o exercício direto das funções de chefe de Estado e de governo. A solução institucional preservou a continuidade do regime constitucional vigente, evitando um vazio de poder. Essa saída manteve a monarquia, mas submeteu o Império a arranjos políticos intermediários, nos quais diferentes facções disputaram a condução do Estado.
2. C
O período foi marcado por forte instabilidade, visível no aparecimento de revoltas regionais e na disputa entre correntes políticas, como liberais moderados, liberais exaltados e caramurus. As tensões refletiam conflitos sobre centralização e autonomia provincial, bem como interesses econômicos locais. Esse ambiente de contestação dificultou a consolidação de consensos e tornou a governabilidade um desafio permanente.
3. E
Formaram-se, ao longo do período, agrupamentos que dariam origem aos partidos Liberal e Conservador, organizando a vida política imperial por décadas. Essas siglas canalizaram divergências sobre a distribuição do poder entre centro e províncias, além de pautas como ordem pública e reformas institucionais. Embora existissem correntes anteriores, a regência foi decisiva para a cristalização desse sistema bipartidário.
4. A
A regência trina provisória surgiu como resposta imediata ao trono vago, com caráter emergencial e temporário. Sua composição colegiada buscava neutralizar disputas faccionais, garantindo, de modo transitório, o funcionamento das instituições. Essa solução teve como objetivo estabilizar a administração enquanto se discutiam medidas mais duradouras para a condução do Império.
5. D
A alternativa D é a incorreta porque o período foi abundantemente atravessado por revoltas regionais, revelando tensões sociais, étnicas e econômicas. Houve mobilização de camadas populares, de grupos provinciais e de segmentos militares, muitas vezes com pautas de autonomia e contestação ao centro. Assim, a ideia de “ausência de revoltas” contraria os fatos fundamentais que definem a regência.
6. B
A antecipação da maioridade buscou reduzir a instabilidade, oferecendo uma autoridade central reconhecida para arbitrar conflitos. Ao investir o imperador no poder, esperava-se recompor alianças políticas, fortalecer a administração e conter rebeliões em curso. O resultado imediato não eliminou todos os focos de tensão, mas contribuiu para uma recomposição de forças favorável à centralização imperial.
7. A
O Código de Processo Criminal promoveu a descentralização de parte das competências de justiça e polícia, ampliando a influência local na manutenção da ordem. Ao fortalecer autoridades provinciais e municipais, a norma atendeu a demandas de autonomia defendidas por setores liberais. Essa reconfiguração institucional trouxe efeitos ambíguos, ao mesmo tempo aproximando a justiça do território e abrindo disputas pelo controle político local.
8. C
O Ato Adicional alterou a Constituição no sentido de descentralizar o poder, criando Assembleias Legislativas provinciais com prerrogativas próprias. A medida instituiu um novo patamar de autonomia para as províncias, sem romper com a unidade do Império. Esse desenho buscou equilibrar a autoridade central com as demandas regionais, reorganizando o pacto político-administrativo.
9. B
A regência una de Feijó foi atravessada por dificuldades de governabilidade, com revoltas e pressões de diferentes grupos. As tensões provinham de conflitos entre defensores de maior autonomia provincial e partidários de ordem e centralização mais estritas. Diante de tal cenário, a administração enfrentou limites para pacificar o território e articular maiorias estáveis.
10. D
A Revolta dos Malês, na Bahia, foi uma insurreição de escravizados, muitos deles muçulmanos, que expressou resistência à escravidão e à ordem vigente. Sua organização, ainda que reprimida, revela a agência de grupos subalternizados e a circulação de ideias religiosas e culturais diversas. O episódio insere-se no quadro mais amplo de tensões sociais do período, conectadas à estrutura escravista.
11. E
A alternativa E é a incorreta porque a revolta não instaurou governo independente duradouro, sendo rapidamente contida pelas autoridades. Embora tenha significado importante, não resultou em uma experiência política autônoma prolongada. O levantamento expôs fissuras da sociedade escravista e urbana, mas não logrou permanência institucional.
12. A
A ausência de um monarca adulto, somada às disputas entre facções, contribuiu para um ambiente de incerteza e competição política intensa. Correntes divergentes defendiam projetos distintos sobre centralização, autonomia e reformas, o que tensionava a administração. Essas clivagens se traduziram em conflitos regionais e sucessivas crises de autoridade.
13. E
A Farroupilha teve motivação econômica central, ligada à tributação do charque e à competição com produtos externos ou de outras regiões. Elites pecuaristas pressionavam por condições mais favoráveis, articulando demandas de autonomia frente ao centro. A questão fiscal e comercial catalisou uma mobilização que combinou interesses regionais e críticas à política econômica imperial.
14. B
Trata-se de experiência singular porque o Estado funcionou sem a figura de um monarca adulto, recorrendo a arranjos de regência. Esse interregno testou mecanismos constitucionais, redefinindo o equilíbrio entre centro e províncias. O período evidenciou a plasticidade do sistema imperial, mas também sua vulnerabilidade diante de conflitos e pressões regionais.
15. D
A Cabanagem mobilizou amplos setores populares no Pará, incluindo indígenas, ribeirinhos, escravizados e trabalhadores pobres, e foi marcada por extrema violência. A insurgência expressou ressentimentos sociais profundos, articulando críticas ao mando local e ao centro imperial. Sua dimensão social e o elevado custo humano tornam-na uma das revoltas mais dramáticas do período.
Por Jefferson Evandro Machado Ramos (graduado em História pela FFLCH-USP)
Publicado em 19/09/2025
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Bibliografia e vídeos indicados:
SOUTO MAIOR, A., História do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1968.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Per%C3%ADodo_regencial_(Brasil)
