Alexandre Herculano

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Alexandre Herculano: um dos principais escritores do Romantismo em Portugal
Alexandre Herculano: um dos principais escritores do Romantismo em Portugal

 

Quem foi (biografia resumida)

 

Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em 28 de março de 1810, em Lisboa, e faleceu em 13 de setembro de 1877, em Santarém. Foi historiador, romancista e poeta, e a ele se atribui a introdução do Romantismo em Portugal. Como historiador, foi um líder liberal, desfrutando de um prestígio nacional comparável ao de Victor Hugo na França.


Quando jovem, participou da rebelião fracassada contra o absolutismo de dom Miguel e foi forçado ao exílio na Inglaterra e na França. Em 1832, retornou a Portugal depois da queda de dom Miguel e ajudou a estabeleceu um regime liberal. Convencido de que uma importante reforma cultural deveria acompanhar a mudança política, Herculano abandonou a poesia e tornou-se editor de O Panorama (1837-1839), onde acompanhava as tendências literárias e sociais europeias e publicava seus contos históricos. Em 1833, foi nomeado para assessorar o diretor da Biblioteca Pública do Porto, onde ficou até 1836. Eleito para as cortes em 1840, fez campanha por uma reforma democrática da educação, tendo se retirado da política em 1841.


O primeiro volume de seu História de Portugal foi publicado em 1846. Ele abrange desde o início da história de Portugal até 1279, e acentua a origem e a ascensão da classe média.


Em 1851, o regime da Costa Cabral foi derrubado pelo movimento da Regeneração, do qual Herculano participou. Para combater os elementos ultraconservadores que procuravam minar o novo regime, ele ajudou a fundar dois jornais nos quais atacava o centralismo político e a influência clerical. Embora um católico romano e um cristão convicto, sua rixa com o clero levou-o a considerar o ultramontanismo (a doutrina da supremacia papal sobre as igrejas nacionais) como o principal inimigo das instituições liberais. Com base em documentos até então desconhecidos, procurou demonstrar que o absolutismo real e o poder clerical haviam sido aliados no confisco da propriedade dos cristãos novos através da Inquisição. Fez campanha contra a restauração das ordens monásticas e defendeu o casamento civil. A partir de 1871, foi abertamente crítico dos novos dogmas da Imaculada Conceição e da infalibilidade papal. Em 1856, se retirou para o Vale de Lobos, perto de Santarém.



Principais obras


- A Harpa do Crente
(1838)


- O bobo (1843) - romance histórico

- Poesias (1850)


- Lendas e Narrativas
(1851)


- História de Portugal
, 4 volumes. (1843-1853)


- História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal (1854-1859).


- A Crente na Liberdade (1860) - texto para teatro


- Os infantes em Ceuta (1842) - texto para teatro



Fontes:


https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=331

https://www.ebiografia.com/alexandre_herculano/

http://cvc.instituto-camoes.pt/seculo-xix/
alexandre-herculano.html#.XE8YpVxKiM8