Clima Subpolar

 

Aspectos gerais e localização geográfica



O clima subpolar, também conhecido como clima subártico nas regiões do Hemisfério Norte,  é um tipo climático típico das altas latitudes e das áreas continentais próximas às regiões polares. Caracteriza-se por invernos muito longos e rigorosos, verões curtos e temperaturas médias anuais baixas. Em muitas classificações climáticas, corresponde principalmente ao clima subártico ou continental frio, sendo uma zona de transição entre os climas temperados frios e o clima polar.

Sua ocorrência é mais ampla no Hemisfério Norte, especialmente entre aproximadamente 50° e 70° de latitude norte. Está presente em extensas áreas do Canadá, Alasca, Rússia e norte da Europa. No Hemisfério Sul, climas frios semelhantes aparecem em áreas restritas do extremo sul da América do Sul e de algumas ilhas de altas latitudes, embora apresentem características diferentes devido à forte influência oceânica.



Principais características:


• Os invernos são rigorosos, longos e marcados por temperaturas frequentemente abaixo de 0 °C.



• Durante os meses mais frios, as temperaturas podem atingir valores inferiores a -20 °C ou -30 °C nas áreas continentais da Sibéria, do Canadá e do Alasca.



• Os verões são curtos, geralmente com duração de poucos meses, e apresentam temperaturas relativamente amenas.



• Nos meses mais quentes, as temperaturas médias costumam superar 10 °C em várias áreas subpolares continentais, embora permaneçam baixas quando comparadas às regiões temperadas.



• A amplitude térmica anual costuma ser elevada, sobretudo nas áreas interiores dos continentes, devido à grande diferença entre as temperaturas do inverno e do verão.



• A precipitação anual é geralmente baixa ou moderada, variando conforme a localização. Em muitas regiões, ocorre maior concentração de chuvas durante o verão.



• Durante boa parte do inverno, a precipitação ocorre principalmente sob a forma de neve, formando uma cobertura que pode permanecer durante vários meses.



• O clima sofre forte influência de massas de ar polares e árticas, responsáveis pela ocorrência de temperaturas extremamente baixas.



• Nas áreas localizadas acima do Círculo Polar Ártico, podem ocorrer longos períodos de iluminação solar durante o verão e de pouca ou nenhuma luz solar durante o inverno.

 

 

Climograma do clima subpolar
Climograma de uma cidade com clima subpolar




Influência da continentalidade


A continentalidade exerce grande influência sobre o clima subpolar. Nas regiões situadas no interior dos continentes, distantes dos oceanos, os invernos são particularmente rigorosos e a amplitude térmica anual é elevada.

Nas áreas próximas ao litoral, a influência marítima tende a suavizar as temperaturas. Por essa razão, localidades situadas em latitudes semelhantes podem apresentar condições climáticas bastante diferentes dependendo da distância em relação ao oceano.




Duração dos dias e das noites


A elevada latitude provoca grandes variações na duração dos dias e das noites ao longo do ano. Durante o verão, os dias podem ser extremamente longos, favorecendo um rápido desenvolvimento da vegetação durante o curto período de temperaturas mais elevadas.

No inverno ocorre a situação inversa, com poucas horas de luz solar ou mesmo ausência completa do Sol durante determinados períodos nas áreas localizadas além do Círculo Polar Ártico.



Principais regiões de clima subpolar no mundo:



• Sibéria: extensa área do território russo, sobretudo nas regiões central e oriental.



• Canadá: grande parte das áreas interiores e setentrionais do país.



• Alasca: principalmente o interior e o norte desse estado dos Estados Unidos.



• Península da Escandinávia: áreas do norte da Noruega, Suécia e Finlândia.



• Islândia e outras áreas do Atlântico Norte: apresentam climas frios influenciados pela ação oceânica.



• Extremo sul da América do Sul: determinadas áreas da Patagônia e da Terra do Fogo apresentam condições frias relacionadas às altas latitudes, embora com forte influência marítima.



Observação sobre a Groenlândia

A maior parte da Groenlândia não apresenta clima subpolar, mas clima polar de calota de gelo, devido às temperaturas extremamente baixas e à presença permanente de uma extensa camada de gelo. Algumas áreas costeiras do sul e do sudoeste apresentam condições menos rigorosas, próximas aos climas de tundra.

 

 

Casa no Alasca com telhado coberto por neve

Casa no Alasca: região norte do estado norte-americano tem clima subpolar.

 

 

Como é a vida das pessoas que vivem em regiões de clima subpolar?

 

A vida das pessoas que habitam regiões de clima subpolar exige adaptações constantes às baixas temperaturas, aos invernos prolongados e à presença frequente de neve. As moradias costumam possuir forte isolamento térmico, sistemas eficientes de aquecimento e estruturas preparadas para suportar o acúmulo de neve. Roupas térmicas, veículos adequados ao gelo e cuidados com o abastecimento de alimentos e combustíveis também fazem parte do cotidiano, principalmente em comunidades mais afastadas.

As atividades econômicas variam conforme a região. Em áreas do Canadá, Alasca, Rússia e norte da Europa destacam-se a mineração, a exploração de petróleo e gás natural, a extração de madeira, a pesca e alguns serviços ligados ao transporte e ao turismo. A agricultura é limitada pelo curto período de temperaturas mais elevadas e pelo congelamento do solo, embora determinadas culturas resistentes ao frio possam ser cultivadas durante o verão. Em várias regiões, populações indígenas mantêm atividades tradicionais, como pesca, caça e criação de renas.

Outro aspecto importante é a grande variação na duração dos dias ao longo do ano. Durante o inverno, os períodos de luz solar são reduzidos, enquanto no verão os dias podem ser muito longos. Essas condições influenciam os horários de trabalho, o lazer e os hábitos sociais. Apesar das dificuldades impostas pelo clima, muitas cidades dessas regiões contam com infraestrutura moderna, serviços públicos e tecnologias que permitem uma vida urbana semelhante à encontrada em outras partes do mundo.

 

 




Por Marcia Rodrigues - Professora de Geografia - Graduada pela Universidade de Guarulhos (2005)

Atualizado em 12/08/2026