Haumea

 

O que é


Haumea é um planeta anão do Sistema Solar localizado nas regiões externas além da órbita de Netuno. Ele pertence ao grupo dos objetos transnetunianos, corpos celestes que orbitam o Sol em áreas muito distantes e frias. Assim como Plutão, Makemake e Eris, Haumea é considerado um planeta anão porque orbita o Sol, possui massa suficiente para adquirir uma forma definida pela própria gravidade, mas não conseguiu limpar completamente a vizinhança de sua órbita.

Esse astro recebeu o nome de Haumea, divindade havaiana associada ao nascimento e à fertilidade. Antes de receber esse nome oficial, era conhecido pela designação provisória 2003 EL61. Sua classificação como planeta anão foi reconhecida pela União Astronômica Internacional em 2008, tornando-o um dos principais corpos conhecidos do Cinturão de Kuiper.

Haumea chama a atenção dos astrônomos por apresentar características pouco comuns. Ele não tem formato quase esférico como muitos planetas e luas, mas uma aparência alongada, semelhante a uma bola de futebol americano. Essa forma está relacionada à sua rotação extremamente rápida, pois Haumea completa uma volta em torno de si mesmo em cerca de quatro horas.



Localização


Haumea está localizado no Cinturão de Kuiper, uma ampla região do Sistema Solar situada além da órbita de Netuno. Essa área é formada por milhares de corpos gelados, rochosos e pequenos mundos remanescentes da formação do Sistema Solar, ocorrida há cerca de 4,5 bilhões de anos.

Em média, Haumea está a aproximadamente 43 unidades astronômicas do Sol, ou seja, cerca de 43 vezes a distância média entre a Terra e o Sol. Essa enorme distância faz com que a luz solar demore cerca de seis horas para chegar até ele. Por estar tão afastado, Haumea recebe pouca energia solar e apresenta temperaturas extremamente baixas.

Sua órbita ao redor do Sol é longa e demorada. Haumea leva cerca de 285 anos terrestres para completar uma volta completa em torno do Sol. Isso significa que um “ano” em Haumea corresponde a quase três séculos na Terra.



Características físicas:



Forma alongada: Haumea possui uma forma bastante diferente da maioria dos corpos planetários conhecidos. Em vez de ser quase esférico, apresenta aparência alongada. Essa característica está associada à sua rotação muito rápida, que deforma o corpo celeste e o deixa com aspecto ovalado.


Rotação extremamente rápida: Haumea completa uma rotação em aproximadamente quatro horas. Esse é um dos movimentos de rotação mais rápidos conhecidos entre os grandes objetos do Sistema Solar. A velocidade desse giro é uma das explicações para seu formato alongado.


Superfície gelada: sua superfície é coberta por gelo, especialmente gelo de água. Essa composição é comum entre objetos do Cinturão de Kuiper, pois eles se formaram em uma região muito fria e distante do Sol.


Interior provavelmente rochoso: os estudos indicam que Haumea possui um interior composto principalmente por material rochoso, recoberto por uma camada de gelo. Essa estrutura ajuda a explicar sua densidade relativamente elevada em comparação com outros objetos do Cinturão de Kuiper.


Baixíssima temperatura: por estar muito distante do Sol, Haumea é um mundo extremamente frio. A pouca radiação solar que chega até ele não é suficiente para aquecer significativamente sua superfície.


Presença de luas: Haumea possui duas luas conhecidas, chamadas Hi‘iaka e Namaka. Elas foram descobertas em 2005 e receberam nomes ligados à mitologia havaiana. Hi‘iaka é a lua maior e mais externa, enquanto Namaka é menor e mais próxima de Haumea.


Presença de anel: Haumea possui um anel ao seu redor, descoberto em 2017. Esse fato é muito importante porque Haumea foi o primeiro objeto conhecido do Cinturão de Kuiper a apresentar um sistema de anéis.


Ausência de condições favoráveis à vida: Haumea não apresenta condições adequadas para a existência de vida como conhecemos. Sua distância em relação ao Sol, suas temperaturas muito baixas e a provável ausência de uma atmosfera significativa tornam esse ambiente extremamente hostil.




Principais dados astronômicos:


Nome oficial: Haumea

Designação provisória: 2003 EL61

Classificação: planeta anão e objeto transnetuniano

Região do Sistema Solar: Cinturão de Kuiper

Distância média do Sol: cerca de 43 unidades astronômicas

Período orbital: aproximadamente 285 anos terrestres

Período de rotação: cerca de 4 horas

Formato: alongado e ovalado

Composição provável: interior rochoso recoberto por gelo

Diâmetro equatorial aproximado: cerca de 1.740 quilômetros

Luas conhecidas: Hi‘iaka e Namaka

Anel: possui um anel descoberto em 2017

Temperatura: extremamente baixa, devido à grande distância em relação ao Sol

Nome de origem: inspirado em Haumea, divindade havaiana ligada ao nascimento e à fertilidade.




Curiosidades:



Haumea tem um dos dias mais curtos do Sistema Solar

Uma das maiores curiosidades sobre Haumea é sua rotação muito rápida. Enquanto a Terra leva cerca de 24 horas para completar uma rotação, Haumea faz isso em aproximadamente quatro horas. Esse giro acelerado é tão intenso que ajuda a deformar o planeta anão, deixando-o com aparência alongada.



Haumea possui um anel, algo raro entre planetas anões

Em 2017, astrônomos identificaram a existência de um anel ao redor de Haumea. Essa descoberta foi importante porque mostrou que sistemas de anéis não existem apenas ao redor dos grandes planetas gasosos, como Saturno, Júpiter, Urano e Netuno. Haumea tornou-se um caso especial entre os objetos do Cinturão de Kuiper por apresentar esse tipo de estrutura.



Sua forma pode estar ligada a uma antiga colisão


Uma hipótese aceita pelos astrônomos é que Haumea pode ter sofrido uma grande colisão no passado remoto do Sistema Solar. Esse impacto teria contribuído para acelerar sua rotação, formar suas luas e talvez originar uma família de objetos com características semelhantes no Cinturão de Kuiper. Dessa forma, Haumea é importante para o estudo dos choques cósmicos que marcaram a formação e a evolução dos corpos celestes.


Haumea

Haumea: o planeta anão presente na órbita de Netuno.

 

 


 

Revisado por Luiz Antônio Machado (graduado em Física pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP)

Atualizado em 19/06/2026