Ovídio

Ovídio foi um poeta romano da Antiguidade.

Ovídio: importante poeta da Roma Antiga
Ovídio: importante poeta da Roma Antiga

 

Quem foi

 

Públio Ovídio Naso foi um mitólogo, escritor e poeta romano da Antiguidade. É considerado, por muitos estudiosos, um dos maiores poetas do final do século I a.C. e início do século I d.C. Sua principal obra é A Arte de Amar. Muitas de suas obras são excelentes fontes para o estudo e entendimento da mitologia romana.



Biografia

 

Ovídio nasceu na cidade de Sulmona (Itália) em 20 de março de 43 a.C.


Ovídio foi educado em retórica em Roma com os professores Arellius Fuscus e Porcius Latro. Seu pai queria que ele estudasse retórica para poder exercer a advocacia. Contudo, Ovídio tendia para o polo emocional e não argumentativo da retórica. Após a morte de seu irmão, aos 20 anos, Ovídio renunciou à advocacia e viajou para Atenas, Ásia Menor e Sicília.

Ele ocupou cargos públicos menores, mas renunciou para se dedicar à poesia, provavelmente por volta de 29-25 a.C. Sua primeira recitação foi datada de cerca de 25 a.C., quando ele tinha dezoito anos. A partir daí abandonou a carreira oficial para cultivar a poesia e a sociedade dos poetas.


Apesar da sua popularidade durante a sua vida, o imperador Augusto exilou-o em Tomis, no Mar Negro, onde permaneceu durante os últimos nove ou dez anos da sua vida. O próprio Ovídio atribuiu o seu banimento a um “poema e a um erro”, mas a sua relutância em revelar detalhes resultou em muita especulação entre os estudiosos.

 

Faleceu, aos 59 anos, em 17 d.C., na cidade Constança (na atual Romênia).



Principais características de seu estilo literário:

 

Presença de consciência literária.

 

Escreveu elegias, poesias épicas e dramas.

 

O tema do amor é muito presente em suas poesias.

 

Abordagem de temas ligados à mitologia greco-romana.

 

Presença de fluxo musical nos versos das poesias.

 

Presença de objetividade e elegância nas poesias.

 

No final da vida, ocorreu uma mudança significativa em seu estilo literário, que passou a ser introspectivo e triste.



Principais obras (poesias):

 

- Amores (entre 25 e 16 a.C.)

 

- Cartas de pônticas (entre 8 e 2 a.C.)

 

- As heroides (aproximadamente 5 a.C.)

 

- Curas para o amor (aproximadamente 5 a.C.)

 

- A arte de amar (por volta de 1 a.C.)

 

- Metamorfoses (por volta de 8 d.C.)

 

- Tristezas (entre 8 e 12 d.C.)



Frases de destaque:

 

- "Enquanto fores feliz, contarás muitos amigos, mas se os tempos estiverem nublados, estarás só".


- "A boa consciência ri-se das mentiras da fama".


- "Odiarei, se puder, caso contrário amarei, contra a minha vontade".


- "Até onde a arte não será capaz de ir? Há pessoas que aprendem até mesmo a chorar com arte".

 

Estátua de Ovídio, poeta romano da Antiguidade

Estátua de Ovídio: um dos principais poetas latinos da Antiguidade Clássica.

 

 

Legado

 

Ovídio é conhecido especialmente por sua Ars amatoria (A Arte de Amar) e Metamorfoses. Seus versos tiveram imensa influência tanto por suas interpretações imaginativas do mito clássico quanto como exemplo de realização técnica suprema. Suas obras de poesia, escritas principalmente na forma de dísticos elegíacos, influenciaram muitos dos grandes autores ao longo da história, incluindo Chaucer, Milton, Dante, Shakespeare e Goethe.

 

Você sabia?

 

A obra Trístia (Tristeza) de Ovídio é composta por 14 poemas e trata, principalmente, de seus amigos e esposa.

 

 



Artigo atualizado em: 13/05/2024

Por Elaine Barbosa de Souza
Graduada em Letras (Português e Inglês) pela FMU (2002).