Biomas Brasileiros

Conheça os biomas brasileiros, vegetação, clima, biodiversidade, características principais e localização geográfica

Biomas brasileiros: diversidade de ecossistemas
Biomas brasileiros: diversidade de ecossistemas

 

O que são - definição



Biomas são grandes unidades biogeográficas caracterizadas por tipos de vegetação e vida animal que se estendem ao longo de uma região e estão associadas ao clima e ao relevo onde ocorrem. Portanto, a definição de bioma engloba diversos aspectos da paisagem e corresponde à forma como esses elementos se organizam para dar origem a formas de vida e paisagens singulares em cada região.


Os biomas brasileiros apresentam uma grande biodiversidade. Entretanto, atualmente, todos eles sofrem com a exploração insustentável de seus recursos naturais, que ameaça a biodiversidade e coloca em risco as inúmeras espécies de plantas e animais, muitas delas endêmicas, ou seja, que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta.


No território brasileiro é possível distinguir seis biomas diferentes: a Floresta Amazônica, o Cerrado, os Pampas, a Mata Atlântica, a Caatinga e o Pantanal.
Principais biomas brasileiros


Bioma Amazônia


A Floresta Amazônica é o maior bioma em extensão do Brasil, ocupando 49% do território do país. Apresenta clima equatorial, quente e úmido, com temperaturas elevados ao longo de todo o ano e alto índice pluviométrico, com chuvas frequentes no inverno.


A região da Floresta Amazônica é, em sua maior parte, plana e recortada por inúmeros cursos d’água pertencentes a bacia do Rio Amazonas, a maior bacia hidrográfica do mundo. A floresta abriga uma grande biodiversidade vegetal e animal. Boa parte dessa biodiversidade está diretamente ligada ao manuseio sustentável que os povos indígenas fazem na floresta há milhares de anos.

Vista aérea da floresta amazônica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amazônia: bioma presente na região Norte do Brasil.

 


Bioma Cerrado


O cerrado ocupa cerca de 22% do território brasileiro, abrangendo, principalmente, os estados da região centro-oeste e avançado sobre parte do território de sobre Minas Gerais, Paraná e São Paulo e sobre algumas áreas da região Norte do país.


São características da paisagem do Cerrado as árvores de pequeno e médio porte, com galhos grossos e retorcidos e raízes profundas, capazes de alcançar as camadas mais úmidas do subsolo. Esse tipo de vegetação é adaptado às condições climáticas da região, que conta com verões chuvosos e invernos secos.

 
Grande parte das espécies que vivem no Cerrado são endêmicas, como o buriti (Mauritia flexuosa) e o Beija-Flor-de-Gravata-Verde (Augastes scutatus). Por sua alta taxa de endemismo, o Cerrado é considerado um dos hotspots de biodiversidade do Brasil.  Entretanto, apesar de sua riqueza natural, o Cerrado é um dos biomas mais ameaçados do Brasil. Atualmente, restam apenas 20% de sua cobertura original.  


Bioma Mata Atlântica


O Mata Atlântica é um bioma que abriga diversos ecossistemas, como os manguezais e as Matas de Araucária. Originalmente, esse bioma ocupava toda a região litorânea brasileira, adentrando o território principalmente na região Sul do país. Atualmente, restam apenas 7% da vegetação original.


A Mata Atlântica é formada por uma floresta fechada, com árvores de médio e grande porte, que superam os 30 metros de altura. O clima predominante é o tropical úmido, com chuvas provenientes das massas de ar úmidas do Atlântico.


A região possui uma grande biodiversidade que está constantemente ameaçada pelo crescimento acelerada das cidades na região leste de todo o Brasil. Como resultado, muitas de suas espécies estão ameaçadas de extinção, como o mico-leão dourado (Leontopithecus rosalia) e o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).


Bioma Pantanal


O Pantanal é a maior planície alagável do mundo, localizado na bacia do Alto Paraguai. Esse bioma, que se estende por grande parte do território da Bolívia e do Paraguai, corresponde a apenas 1,7% do território brasileiro. Apesar disso, é considerado uma das áreas com maior biodiversidade do país.
A região abriga espécies vegetais e animais características da Amazônia, do Cerrado, Mata atlântica e Caatinga. O Tuiuiú, ave símbolo da região, por exemplo, é encontrado em grandes populações no Pantanal, mas também ocorre na Mata Atlântica e na Floresta Amazônica.


O clima desse bioma é marcado por verão chuvoso e inverno seco. Durante o verão, a área é alagada, dando origem à um grande pântano. No inverno, que vai de maio a outubro, quase não chove, de forma que as áreas de alagamento recuam, dando espaço para gramíneas e espécies rasteiras nascerem nas margens dos rios.


Bioma Caatinga


A caatinga ocupa o interior dos estados nordestinos, bem como o norte do estado de Minas Gerais, ocupando 11% do território brasileiro. O clima semiárido é característico da região, com temperaturas médias que ultrapassam os 25°C e com poucas chuvas ao longo do ano.


A vegetação da região é formada por arbustos e árvores pequenas, com raízes superficiais para melhor absorverem a água das poucas chuvas. Mas, apesar da seca, pesquisas recentes estão revelando a rica em biodiversidade da região, sobretudo de espécies vegetais e invertebrados.

Vegetação do Bioma Caatinga

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caatinga: bioma típico do sertão nordestino.

 


Bioma Pampas


Os pampas são um bioma característico da região sul do país, sobretudo do Estado do Rio Grande Sul. A principal característica da região é a sua vegetação herbácea, formada por gramíneas e espécies vegetais de pequeno porte.


Por ser uma área de pasto natural, a região foi tradicionalmente utilizada para a criação de gado. Como consequência do uso de grandes áreas para a pecuária e a monocultura, os pampas estão passando por um processo de desertificação.

Com clima ameno, a temperatura média na região não ultrapassa os 20°C. Por sofrer influência de massas de ar úmida provenientes do Atlântico Sul, as chuvas são bem distribuídas ao longo de todo o ano.

 



Última revisão: 11/02/2020

Por Jóyce Oliveira Leitão
Licenciada em Geografia (Universidade Estadual de Londrina - 2009), Bacharela em Geografia (USP - 2014) e Mestra em Geografia (Unicamp - 2017). Curriculo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4259184T9