Quimera

 

O que é

A quimera é uma figura mitológica, que surgiu na Grécia Antiga, por volta do século VII a.C. Era representada, principalmente, por uma mistura entre o corpo de leão e de cabra. De acordo com a mitologia da Grécia, a quimera era uma espécie de fera que soltava fogo pelas ventas.

 

Como surgiu


De acordo com a tradição mitológica grega, a Quimera era filha de Tifão e Equidna, dois seres monstruosos associados a várias criaturas perigosas da mitologia. Tifão era descrito como um gigantesco monstro ligado às forças violentas da natureza, enquanto Equidna possuía a parte superior do corpo semelhante à de uma mulher e a parte inferior em forma de serpente. O casal também teria gerado outros monstros famosos, como Cérbero e a Hidra de Lerna.

 

 

Características principais da Quimera:


• A característica mais distintiva da Quimera é seu corpo híbrido. Tradicionalmente, é descrita como tendo a parte da frente de um leão, o meio de uma cabra e a traseira de um dragão ou serpente. Às vezes, é retratada com uma cabeça de cabra emergindo de suas costas.


• A Quimera é famosa por sua capacidade de cuspir fogo, um traço tipicamente associado à cabeça de leão.


• Na mitologia grega, a Quimera é frequentemente um símbolo de hibridismo e do não natural, representando o temível e monstruoso.


• Segundo a mitologia, a Quimera era um dos descendentes de Tifão e Equidna, duas criaturas monstruosas. Tinha irmãos como o Leão de Nemeia, a Hidra de Lerna e Cérbero.


• A Quimera é mais conhecida pelo mito de Belerofonte, um herói que, com a ajuda do cavalo alado Pégaso, conseguiu matar a Quimera.


• Com o tempo, o termo "quimera" passou a descrever qualquer animal mítico ou fictício com partes de vários animais, ou de forma mais ampla, qualquer coisa composta por partes muito díspares, ou percebida como extremamente imaginativa ou implausível.

 

Escultura da Quimera com corpo de leão híbrido com dragão

 Quimera: o monstro símbolo do hibridismo na mitologia grega.



O que fazia



A Quimera era uma criatura monstruosa da mitologia grega, associada à destruição e ao perigo. Segundo as narrativas antigas, vivia na região da Lícia, na Ásia Menor, onde aterrorizava os habitantes e atacava rebanhos. Uma de suas características mais temidas era a capacidade de lançar fogo pela boca. Sua aparência também era incomum: geralmente era descrita com corpo de leão, uma cabeça de cabra surgindo do dorso e uma serpente formando ou terminando sua cauda.

 

 

Simbolismo da Quimera

 

Na mitologia grega, a Quimera simbolizava principalmente as forças caóticas, perigosas e incontroláveis que ameaçavam a ordem humana. Sua aparência formada pela combinação de diferentes animais reforçava a ideia de uma criatura contrária à ordem natural, representando o monstruoso e o desconhecido. O fogo que lançava pela boca também podia ser associado à destruição e à violência.

A vitória de Belerofonte sobre a Quimera possui um significado simbólico importante: representa o triunfo da coragem, da inteligência e da habilidade humana sobre o caos e as forças destrutivas. Nesse sentido, o combate entre o herói e o monstro segue um tema frequente da mitologia grega, no qual heróis enfrentam seres extraordinários para restabelecer a segurança e a ordem.

Com o passar do tempo, a palavra “quimera” adquiriu também um sentido figurado. Passou a designar uma ideia, esperança ou projeto considerado fantasioso, impossível ou muito difícil de realizar. Esse significado permanece presente na língua portuguesa atual.



A derrota da Quimera


Segundo o mito, a Quimera foi derrotada pelo herói Belerofonte, que recebeu a missão de enfrentar o monstro. Para realizar a tarefa, ele contou com a ajuda de Pégaso, o cavalo alado, que lhe permitiu atacar a criatura do alto e evitar suas chamas. Em uma das versões mais conhecidas da narrativa, Belerofonte colocou chumbo na ponta de sua lança e o introduziu na boca da Quimera. O calor do fogo lançado pelo monstro teria derretido o metal, provocando sua morte.

 

Belerofonte sobre um cavalo matando a Quimera

Belerofonte sobre seu cavalo matando a Quimera (mosaico grego antigo).

 

 



Revisado por Jefferson Evandro M. Ramos (graduado em História pela Universidade de São Paulo).

Atualizado em 22/08/2026